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Aprendendo virtualidade digital com o filme Matrix

Por: Adriano Rodrigues

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Os filmes são grandes fontes de entretenimento e informação. Transmitir informações não é obrigação dos filmes, mas isso acaba acontecendo. Se ficarmos com olhar atento e não nos entorpecemos pela narrativa dos filmes, podemos aprender muito com eles. Podemos usar como exemplo de aprendizado nos filmes é a partir da trilogia do filme Matrix. Nesta trilogia e em nosso texto entenderemos como se dá a virtualidade digital, além de outras discussões como os simulacros, simulações etc.

 

Vejamos aqui o que o filme Matrix pode nos ensinar sobre virtualidade. O filme, por meio de narrativas empolgantes e metáforas exageradas, discute o mundo real e o virtual. Nas cenas dos filmes (trilogia), esses mundos são separados por cores, onde o mundo real é apresentado por meio da cor azul, já o mundo virtual as cenas são predominantemente esverdeadas.

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Separação dos mundos: do lado esquerdo temos o mundo real e do lado direito o virtual

 

Uma pergunta interessante em se fazer neste momento é: o virtual existe? A resposta é sim. No mundo digital o virtual existe, ele só não tem presença física, mas sua existência é evidente. O virtual só existe quando é acessado, seja ele por meio de conexões online ou offline. Vejamos a cena em que Morpheus (Laurence Fishburne) explica para Neo (Keanu Reeves) o conceito da virtualidade. Ele apresenta duas poltronas vermelhas e diz que aquelas poltronas não existem no mundo real, sua existência só acontece no mundo virtual por meio de simulação, é uma imagem criada pela máquina computacional, a imagem da poltrona no mundo virtual é uma simulação.

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Morpheus explica a virtualidade para Neo

 

No campo da virtualidade digital, tudo que vemos, interagimos e ouvimos é fruto de códigos binários. No filme Matrix isso é apresentado de forma clara, o tempo todo e em toda trilogia. A materialização das formas acontecem por meio destes códigos, em qualquer tempo e em qualquer lugar, mas para que isso acontece só é preciso ter acesso.

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Códigos binários formar as imagens virtuais

 

Como já dissemos, no mundo digital, o virtual só acontece por meio de conexões do homem com a máquina simuladoras (computadores, tablets, smartphones etc). A conexão humana requer um esforço do indivíduo. No filme este esforço humano é representado por meio dos personagens onde eles se conectam por meio de cabos físicos, imersos em tanques repletos de fluídos espessos e gosmentos.

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Conexão do homem

 

A conexão online é ilustrada quando Morpheu utiliza o celular para se conectar com seus pares. O filme mostra em 1999 que a conexão virtual em rede aconteceria não só por meio de aparelhos com telas de computadores mas também por aparelhos telefônicos inteligentes, os famosos smartphones.

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Conexão do homem com as máquinas

 

O filme mostra que no mundo virtual o conhecimento está em todo lugar, só é preciso buscar, é só fazer o download. Esta ideia é mostrada quando os atores baixam aprendizados de lutas marciais, armas e todo tipo de objetos (arquivos). Claro que sabemos que esta cena é uma metáfora de um aprendizado rápido e sem barreiras físicas ou digitais, mas é importante salientar que apesar do exagero visual da metáfora isso acontece hoje, onde baixamos ou acessamos áudios, vídeo ou arquivos digitais para aprendermos algo na internet por exemplo.

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Treinamento no simulador de realidade

 

O filme também ilustra que no mundo virtual não há limite de tempo e espaço. Neste mundo, podemos voltar ao passado, viajar no futuro simulado e estar em qualquer lugar que queiramos. No mundo virtual o único limite está na imaginação e no nível da simulação. Dependendo do grau da verossimilhança das simulações as possibilidades do impossível nos parecem possíveis. Veja na cena abaixo o que o personagem Neo faz com as balas disparadas contra ele, elas são paralisadas e depois caídas antes de atingi-lo.

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No virtual o impossível é possível

 

Para finalizarmos e saírmos do campo cinematográfico, veja neste vídeo como Pierre Lévi explica o que é o virtual. Suas explicações nos ajudarão a entendermos melhor o mundo virtual.