Marcado: mídia

Como o Whatsapp é com a vida.

Por Rafael M. Azevedo

O individualismo autista dos usuários de WhatsApp 5

Um dos canais de maior sucesso no Youtube, o Porta dos Fundos, postou um vídeo de como a vida é quando se usa um dos aplicativos mais rentáveis do mundo.

O Whatsapp tem mais de 900 milhões de usuários pelo mundo. No Brasil, ele é o segundo aplicativo mais usado, totalizando 100 milhões de indivíduos. As pessoas usam tal aplicativo como ferramenta de comunicação, entretenimento, trabalho, entre outros. Apelidado de “zap zap”, começou de forma modesta apenas para troca de mensagens, porém logo deu a possibilidade de começou a anexar arquivos com áudio, fotos, vídeos. Famílias inteiras migraram para grupos de Whatsapp: fiquei sabendo que pessoas são remuneradas para administrarem grupos empresarias de network. Além disso, recentemente ganhou as páginas policiais ao ficar fora do ar por mais de 24 horas, por conta de uma decisão judicial, já que sua política é de sigilo total.

Para muitos, esse aplicativo parece um sonho, pois consegue conectar centenas de milhares de pessoas de diversos lugares. As novas gerações já não têm ideia de como seria a vida sem este APP. Um dos Fundadores do Porta, Antônio Tabet, é o interlocutor de uma narrativa bem-humorada sobre a vida com Whatsapp.

Vídeo Porta dos Fundos

WHATSAPP

Claro que este esquete é um exagero, mas você enquanto passava seus olhos aqui neste texto, chegou a dar uma olhada no seu Whatsapp?

Pois é, pode ser um exagero mas podemos perceber em vários lugares como metrô, ônibus, carro, sala de aula, shopping, restaurantes, cinema, teatro, reunião de família, churrasco, passeio com cachorro entre outros milhares de atividades que podemos fazer, o quanto estamos distantes das pessoas mais próximas da gente.

Sabe o que isso significa?

As barreiras da mídia digital

Por: Adriano Rodrigues

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A mídia digital vem crescendo a cada dia. Seu crescimento está previsto para ser de 12,7 % em 2016, com faturamento aproximado de US$ 76,6 bilhões arrecadados com publicidade. Apesar deste enorme crescimento, o mercado ainda está em fase de desenvolvimento. A dúvida por formatos de publicações (digitais ou online) ainda não está clara. As revistas foram para as plataformas de publicações digitais, já os jornais foram para as plataformas de publicações online. Na minha modesta opinião, os jornais saíram ganhando, mas isso é assunto para outra publicação.

Mas nem tudo são flores. A mídia digital precisa superar várias barreiras para ela ser viável do ponto de vista comercial. Muita gente não quer pagar pela informação, mas informação de qualidade tem valor. Valor do ponto de vista comercial e valor do ponto de vista conceitual. Quanto vale uma boa notícia? é possível ganhar dinheiro em mídia digital apenas com anúncio, ou os anúncios são abocanhados pelo Google? Todas essas perguntas nos levam a um cenário não muito favorável ao mercado de mídia digital. Vejamos a seguir outros fatores que podem atrapalhar o mercado de mídia digital.

Podemos apontar aqui alguns problemas que podem atrapalhar o desenvolvimento da mídia digital. Os problemas podem vir por questões econômicas, pois alguns veículos de comunicação querem cobrar pelos seus conteúdos, falta de acesso à internet, pois a internet ainda não tem um grande alcance como a tv e o rádio, o acesso aos aparelhos eletrônicos, ainda temos restrições preferência pela mídia impressa por um número considerável de pessoas.

Mesmo com todos esses problemas apontados, a mídia digital vem crescendo muito a cada ano. Com a resolução ou a amenização destes problemas e o crescimento da demanda das pessoas por consumirem mídia digital o mercado pode crescer muito nos próximos anos.

Será que num futuro próximo, ficará a cargo da mídia impressa apenas as edições de luxo ou projetos especiais?

Eis a questão para o amor próprio

Por Giovana Natale

Eis um pequeno texto para um vídeo tão impactante. Que tal acordar e se perceber bem consigo mesma? Ter amor própria e acreditar que o que é transmitido na mídia não passa de uma ilusão pré-estabelecida para a venda de produtos da indústria cultural?

Que tal perceber que aquele estereótipo do corpo perfeito não existe e é você que decidi o que é perfeição? Frustrações e decepções por conta da sua aparência, não leva a nada. Você é linda, por ser você.

Sou mulher e dai?

Por Giovana Natale

Durante séculos, as mulheres foram reprimidas e subordinadas ao mundo machista. Entre uma divisão de papéis de gênero, o homem era a figura que tinha o dever de trabalhar e ser apto de ter todos os direitos que a sociedade engloba, e a mulher, devia ser a dona de casa e cuidadora de seus filhos.

Na sociedade ocidental atual, essa maneira de pensar ainda é imposta e sofrida, não só entre as famílias tradicionais, como também é apresentada de uma forma escancarada entre publicidades e a mídia tradicional. A mulher é caracterizada como uma pessoa frágil, que precisa se vestir adequadamente para não sofrer assédios sexuais, ter a função apenas de gastar dinheiro entre esse universo consumista e de arranjar um marido para ter uma vida que é representada em propagandas de margarina. Um fato que é moldado frequentemente pela sociedade e que é caracterizado de uma maneira opressora entre esse mundo que a mulher está habituada a conviver.

Você nasce designada a arranjar um homem que esteja ao seu lado e que te projeta, e a decisão de querer ser independente é malvista, sendo que fomos programadas, segundo nossa cultura, a sermos uma referência de mãe, filha e de dona de casa. O não ter um namorado ou marido, faz com que a mulher sofra uma enorme pressão para ter aquilo, e muito delas começavam a entrar em relacionamentos que não são satisfatórios, para serem bem vista. Aí começa o tal do relacionamento abusivo.

O que é um relacionamento abusivo? Estava vendo alguns vídeos no youtube e me deparei em um chamado “Não tira o batom vermelho” e pela minha curiosidade, comecei a assistir. Ele basicamente te mostra quando você está em um namoro ou em um casamento que é totalmente insatisfatório, e aponta fatos em que a pessoa que está ao seu lado, preza por isso e quer que você se sinta mal ao ponto de pensar que ninguém, além dele, vai querer uma pessoa tão infeliz como você.

Achei um ponto de encaixe entre os temas do machismo e o relacionamento abusivo, que é esse de querer reprimir a pessoa que está ao seu lado e de fazer julgamentos, como falar da roupa que está usando ou se referir ao seu passado para te menosprezar como pessoa.

Assista o vídeo a seguir:  Não tira o batom vermelho de JoutJout Prazer:

O espetáculo do mundo da internet

Por Giovana Natale

Ao ler o texto Cultura da mídia e triunfo do espetáculo, de Douglas Kellner, dá para entender um pouco melhor essa tão atual sociedade em que vivemos. Em um mundo em que a publicidade traz ao seu público, uma forma em que o mesmo apenas sonhe e idealize aqueles produtos, sem ao menos se questionar se aquilo realmente vale a pena se pagar em prestações infinitas. Em um mundo em que a mídia distorci suas notícias dadas, para ansiar em seus espectadores o querer, sem realmente pensar no bem-estar e na necessidade do indivíduo. Em um mundo em que as pessoas não se reconhecem mais, não conseguem mais alcançar suas próprias identidades, e apenas idealizam o ter do que o ser.

Um exemplo disso é visto entre o mundo de blogueiras e youtubers. Consideradas ícones fashions por milhares de jovens, as mesmas passam tendências atuais da moda, de uma forma diferente em que a publicidade e a mídia tentam transmitir. Algumas blogueiras, são vistas por milhares de visitantes em apenas um dia, seguidas por redes sociais como Instagram, Canais do Youtube e o Facebook, tendo atrás delas anunciantes e marcas em que querem um contato direto com suas consumidoras. Essas meninas, fazem resenhas de produtos de maquiagem, propaganda de roupas de marca e até mesmo mostram seu dia a dia no aplicativo do Snapchat.

Formas em que a publicidade cria para vender melhor seus produtos, colocando meninas comuns e bonitas, de classes sociais média-alta e que demonstram ter uma vida perfeita, onde muitos idealizam alcançar. Mas será que todo esse “glamour” é realmente real? Será que o ter, vai fazer realmente que você chegue na tão esperada “felicidade plena”? Fica a reflexão.

O Estupro Glamourizado

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Por Paula Ribas

Mais uma vez o tema do estupro violento contra `a mulher volta de modo mais cruel.  Para mim, como mulher, é mais que indignação. O fato em si é humilhante, sem justificativa para tanta barbaridade. Se não bastasse o fato, tudo isso foi gravado e colocado nas redes sociais.

Antes de pedir punição e justiça, é o mínimo que a sociedade espera do que aconteceu com a jovem de 16 anos, no Rio de Janeiro, quero contribuir rememorando o modo “natural” e , muitas vezes considerado artístico, com que a cultura do estupro está presente em nossas mentes e distribuído aos nossos olhos. Tão sutil e chique, numa foto enorme no aeroporto, em embalagens de produtos caros e nobres, que não nos damos conta. Muitas vezes embalado em luxo, glamour, em pessoas de fina estirpe, gente famosa e cheirosa, “conhecida”, premiada e aplaudida. Sendo assim, com tanto pedrigee damos outros nomes, outras justificativas, mas na verdade estamos naturalizando e nos acostumando com a violência, com a agressão física, moral e psicológica, estamos aceitando passivamente situações de violência contra `as mulheres.

Abaixo alguns exemplos de marcas caras e consagradas, com pessoas que aparentam ser bem sucedidas, poderosas e ricas propagando violência. Pode parecer brincadeira, mas o que fica impresso na pele das modelos depois de cada clique? O que fica marcado no sentimento por ter passado por tal experiência? E para nós que consumimos essas imagens, o que fica marcado em nossas mentes?

E uma das tantas justificativas para a violência é o “incontrolável desejo que homens sentem”. Parece romântico, né? Mas, não é! Assim, muitas e muitas mulheres compram esse discurso de que violência é sinônimo de amor, desejo, de que são belas, atraentes e, por isso, são amadas. Muitas mulheres sofrem em silêncio na confusão imatura ou desinformada e , muitas vezes, não sabem distinguir a diferença do que seja amor e agressão. Afinal, fica tão bonito a cena na novela, fica tão elegante gigantes publicidades nos aeroportos e nas capas das revistas com gente famosa. Como tudo isso pode estar errado ou mal-intencionado?

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Capa da revista Vogue francesa


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Em 2013, o estilista libanês Johnny Farah promovendo sua linha de bolsas

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Famoso estilista de roupa para homens


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Calvin Klein reproduz abertamente uma cena de estupro para “vender roupa”


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Mulheres muito jovens “viciadas” em roupa


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O fotógrafo indicano Raj Shetye reproduziu em foto publicitária, o estupro coletivo que matou a  jovem Nirbhaya, em Deli, em 2013. Um problema tão grave enfrentado pelas mulheres indianas diariamente usado de modo banal. Felizmente a reação foi imediata, as fotos foram classificadas como “nojentas” e “horríveis”.

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O premiado diretor teatral Gerald Thomas, durante o lançamento do seu livro. No mínimo constrangedor, não?

 

O Jornalismo pelas lentes do Cinema Brasileiro

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Cena “O Mercado de Notícias”, dir. Jorge Furtado

Por Paula Ribas

O cinema e o jornalismo, de longa data, tem grande fetiche um pelo outro. Tanto um como o outro adoram falar do outro e de um. Não se sabe ao certo quando isso começou, mas que tanto o cinema como o jornalismo se namoram faz tempo, isso sabemos.
Filmes como os clássicos Cidadão Kane (1941), Adorável Vagabundo (1941), A Montanha dos Sete Abutres (1951), A Guerra dos Mundos (1953), Todos os Homens do Presidente (1976), Nos bastidores da Notícia (1987), O Jornal (1994), O Quarto Poder (1997),  O Custo da Coragem (2003), Capote (2005), Boa Noite e Boas Sorte (2005), O Abutre (2014) e Spotlight (2015), são alguns dos títulos e, poucos, provenientes dos livros (outro fetiche do cinema com a literatura).
Entretanto, destaco o olhar dos filmes brasileiros quando o assunto é jornalismo. Minguados são os títulos que retratam o jornalismo e, quando encontrados, estão em vala comum entre a política e o puro e simples entretenimento.  Alguns com um perfil mais militante quase em formato de documentário, salvo o Mercado de Notícias que o é em sua origem.
A seguir, uma lista para assistir as produções nacionais por ordem do ano de lançamento.

 

Jenipapo (1995)

Michael é um jornalista estadunidense que trabalha para um jornal brasileiro bilíngue. Certo dia ele é mandado para entrevistar o padre Louis Stephen, um famoso missionário católico que apoia a luta pela reforma agrária em uma comunidade do nordeste.

 

Doces Poderes  (1996)

Bia  é uma jornalista que chega a Brasília para assumir, durante o período eleitoral, a chefia da sucursal da principal rede de TV do país. O antigo diretor está deixando o cargo para chefiar a campanha de um jovem candidato a governador, que é apoiado por políticos conservadores.

Guerra de Canudos  (1997)

Baseado na obra máxima “Os Sertões”, do jornalista e escritor Euclides da Cunha, o filme retrata o Brasil pós proclamação da República e envolto em agitação política. O filme conta a história da Guerra de Canudos, um dos maiores crimes contra os direitos humanos cometido no País.

 

As Aventura de Agamenon, O Repórter (2012)

Agamenon Mendes Pedreira cortou o pão que o diabo amassou para se transformar no jornalista mundialmente conhecido e autor da coluna diária publicada todos os domingos. Ficou anos sem almoçar e jantar para comprar uma passagem para o Titanic e, sobrevivente, acabou se enrabichando com Eva Braun (Guilhermina Guinle), o grande amor de Hitler.

 

Mercado de Notícias  (2014)

Mercado de Notícias, a peça, tem 389 anos, escrita por um contemporâneo de Shakespeare, Ben Johnson, três anos depois do nascimento do primeiro jornal em Londres. A profissão de jornalista é representada e relatada no documentário com as mesmas qualidades e defeitos de quase quatro séculos atrás. A manipulação da informação, a relação promíscua do jornalista com a fonte, as fofocas,o jornalismo de celebridades, o jornalista interferindo.


Chatô – O Rei do Brasil (2015)

O magnata das comunicações Assis Chateaubriand é a estrela principal de um programa de TV chamado “O Julgamento do Século”, realizado bem no dia de sua morte. É nele que Chatô relembra fatos marcantes de sua vida, como manipulava as notícias nos veículos de comunicação que comandava e a estreita e conturbada ligação com Getúlio Vargas, que teve início ainda antes dele se tornar presidente.