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o Google é o novo Big Brother?

Por: Adriano Rodrigues

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No livro 1984, George Orwell aborda o assunto da vigilância do cidadão pelo Estado. Esta afirmação é representada por meio de um televisor (monitor) que foi intitulado na novilíngua como teletela. A teletela era um aparelho bidirecional, isso quer dizer que tanto as pessoas podiam ver e serem vistas e podiam ouvir e serem ouvidas.

Além da teletela o livro apresenta também um cartaz com a figura do Grande Irmão (Big Brother). A ideia de vigilância apresentada por Orwell mostra que tanto o estado (governos) e as empresas (hoje em dia) nos vigiam o tempo todo. Isso quer dizer que estamos sendo monitorados por diversos órgãos e empresas como pelo seu governos, pelo Facebook, AmazonGoogle etc.

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Para entregar dados mais precisos sobre seus públicos aos seus anunciantes, o Google nos monitora o tempo inteiro. Ele quer saber e entender nossos comportamentos, nossos hábitos, nosso dia a dia, quer saber onde vamos, o que comemos, como nos divertimos e tudo isso com o nosso consentimento, isso mesmo, nós deixamos que o Google nos monitore o tempo inteiro. Vamos entender como o Google faz isso.

Antes de entrarmos nestes detalhes quero te fazer uma pergunta. Você sabe qual o primeiro maior buscador de conteúdos da web? Você dever ter respondido que é o Google, certo? Se você disse que é o Google, acertou. Agora, você sabe qual o segundo maior buscador da web do mundo? Pense bem. Você acha que é o Bing da Microsoft? Ou o Yahoo? A resposta está errada, o segundo maior buscador da web é o Youtube. Isso mesmo o Youtube. A maior plataforma de vídeo do mundo, o Youtube é o segundo maior buscador de conteúdos na web, e só para seu conhecimento o Youtube também é do Google (acredito que você já saiba disso).

Você usa Gmail, Drive, Google Docs, Google Calendar, Youtube, Google Maps e outros brinquedinhos do Google? Se a resposta for sim, você autorizou o Google a saber seus passos, quando você clica naquele botão aceitando (sem ler) as regras de uso destes aplicativos, você acaba autorizando o Google a te monitorar. Este monitoramento vem em troca de excelentes serviços, que geralmente são gratuitos, ou vai dizer que você não gosta dos aplicativos que citei? Eu chamo isso de iscas digitais, o Google de tá um excelente serviço e em troca você o autoriza a te monitorar.

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O que o Google monitora? A resposta é toda sua vida digital. Se usarmos as ferramentas do Google, ele acaba monitorando suas atividades na web e aplicativos, suas atividade de voz e áudio, as informações dos seus dispositivos, seus históricos de localizações, seus históricos de exibição de pesquisas e de vídeos do Youtube. Se você quer ver e até não autorizar mais a vigilância do Google, entre no link que vou te indicar. Você vai se assustar quando souber o que o Google sabe sobre você. Entre por aqui:  https://history.google.com

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Com os dados coletados de você, o Google vai te entendendo, sabe toda sua vida digital, vai conhecendo você, e todo esses conhecimentos são transformados em dados, que são usados para acertar cada vez mais em sua plataforma de publicidade. Quanto mais o Google te conhece mais, assertiva sãos as publicidades das suas plataformas. O Google é considerada a maior empresa de mídia do mundo. Você já reparou que o Youtube faz pra você sugestões de vídeos baseados em seu uso, já reparou que quando você faz uma busca, geralmente os primeiros resultados são anúncios? Isso acontece no buscador do Google, no Youtube e em outros lugares. Veja este exemplo: estes três primeiros resultados marcados em verde são anúncios do Google.

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O alerta de monitoramento feita por Orwell no livro 1984, sobre como o Estado (no caso do livro) e as empresas (nos dias de hoje) nos faz refletir como nossa privacidade invadida, como nossa vida é monitorada, como somos vigiados e se quisermos que isso não aconteça é bom ficarmos atentos em nossa vida digital, pois se você acha que ninguém está vendo o que você faz, engano seu.

Era da Digitalização

Andrea Queiroz

Estamos na era da Digitalização, onde as marcas passam a fazer parte da vida das pessoas, dialogando com elas por meio das redes sociais. São as próprias redes sociais que ajudam as marcas a serem mais assertivas, pois tudo o que se faz dentro da internet fica registrado e cada passo pode ser descoberto: quem somos, o que gostamos e o que desejamos comprar.

Pode-se dizer que essa tal de internet é um tanto invasiva, que a publicidade que a ronda é como um detetive que descobre muito sobre nós, mas também, who cares?

Essa história de invasão de privacidade da internet e das marcas é muito longa e esse não é o objetivo do meu post. Aonde quero chegar é que, antes da internet e, principalmente das redes sociais, as marcas não conseguiam ouvir os seus consumidores tanto quanto hoje. E, é claro, também não se expunham tanto.

A página do Facebook do McDonald’s é um grande exemplo de troca de conhecimentos entre marca e consumidor. O McDonald’s se posiciona como melhor amigo de todos os seus consumidores. Faça um teste, deixe um comentário em qualquer um dos posts da página. Você será respondido e de uma forma única. Vão lhe chamar pelo nome, serão carinhosos, assim como um amigo.

Eles adotaram essa postura para se aproximar ainda mais do seu público. Ainda que a maioria das pessoas que interagem com a página são jovens e jovens gostam de se sentir próximos e íntimos de uma marca, aliás, quem não gosta?

Falando em se expor…Lembra quando o Burguer King propôs para o McDonald’s uma parceria em prol do Dia da Paz? E o McDonald’s não aceitou? O CEO do Mc, o Steve, enviou uma resposta que deixou muito consumidor descontente. A página do Facebook da marca foi bombardeada de comentários negativos. Se as redes sociais não existissem, com certeza o Mc não saberia ao certo se seus consumidores apoiaram a decisão do Steve ou não.

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Outra coisa interessante sobre a página do Mc é que, recentemente, foi criado um comercial (que passou apenas no ambiente digital) onde a letra da música era os comentários dos fãs da página do Facebook. O novo produto lançado eram os Novinhos Cheddar. Foram tantas pessoas elogiando o produto, que os comentários deixados nos posts viraram a canção do comercial. Dá uma olhada.

Quando que o consumidor teria essa influência sobre a marca antes das redes sociais?

 

 

A Shehezadização do Facebook e a pregação do ódio coletivo

Um dos nomes mais falados em 2014, ao menos nas redes sociais, parece ser o da jornalista Rachel Sheherazade. E, apesar do número de pessoas comentando sobre os discursos extremos da jornalista, não podemos afirmar que sua popularidade seja assim, unaminidade. Prova disso é o Facebook: basta uma percorrida pelo feed de notícias para perceber que enquanto uns apoiam o discurso ferroz de Sheherazade, outros abominam.

O comportamento de Sheherazade, no entanto, parece ser um reflexo de muitos usuários das redes sociais, que aproveitam seu espaço na web para botar a boca no trombone, ou, compartilhar sua indignação muitas vezes, acompanhada de um discurso de ódio. “Bandido bom é bandido morto”, “mulher que é assediada no metrô e não reage é porque está gostando” e “tem que matar mesmo” são algumas das frases que encontramos em uma rápida passada por comentários em páginas de portais ou em outros compartilhamentos. O descaso do governo tem parecido, para muitas pessoas, um livre arbítrio para fazer justiça com as próprias mãos. Mas será que este tipo de justiça é, de fato, justa?

Nas últimas semanas, temos acompanhado casos relacionados à esta suposta revolta da população. Um dos casos de maior repercussão foi o da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, que foi linchada e morta após ser confundida com uma suposta sequestradora de bebês no Guarujá, litoral de SP. A denúncia, acompanhada de um retrato-falado que sequer havia relação com o caso, foi feita pela página “Guarujá Alerta”, destinada a compartilhar notícias e fatos relacionados à região e não teve nenhum tipo de apuração junto à polícia.

O discurso de ódio também tem ganhado força no que vem sido conhecido como novo “fenômeno” da Internet, a página “TV Revolta”. Mantida por João Lima, que assina vídeos e posts sob o codinome de João Revolta, o autor fez de sua página seu banquinho e tem criado polêmica compartilhando sua indignação de “tudo isso que está acontecendo por aí”. Lá de cima, João se coloca contra a Copa, as cotas raciais, o Bolsa Família e outros itens relacionados ao governo e, também, a cultura do país. Da mesma forma que critica os direitos humanos, os desprovidos de dinheiro e “vagabundos que dependem de programas sociais” de acordo com ele mesmo, coloca Rachel Sheherazade, Joaquim Barbosa e Bolsonaro em um pedestal.

O que mais assusta é que a página, tem crescido em uma velocidade atroz –são mais de 3 milhões de seguidores, que compartilham e interagem de forma ferrenha em cada uma destas publicações.  Isso sem falar que, apesar de todas as denúncias feitas diariamente por usuários sob a justificativa do discurso de ódio, a página sequer é atoada pelo Facebook ou pelo Youtube, aonde são compartilhados vídeos produzidos por João Revolta.

Enquanto Facebook e a justiça não tomam providências, o ódio continua sendo proliferado em busca de uma nova vítima, culpada ou inocente.

Nova esfera conversacional em ação

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Por Fábio Ribeiro

Os novos projetos sociais e políticos existentes na internet indicam que a nova esfera conversacional apontada por André Lemos está em franco desenvolvimento no Brasil. O público, aos poucos, compreende o potencial das ferramentas online e passam a utilizá-las de modo que realmente transformem suas vidas.

Entre tantos exemplos, podemos citar o perfil no Twitter @UsuariosMetroSP. Seguido por 5.814 pessoas, a proposta é servir como central de informações para aqueles que viajam diariamente no transporte sob trilhos da cidade. O veículo supre as deficiências dos meios tradicionais do jornalismo e das instituições que controlam o sistema, por que trazem quase em tempo real as condições e dificuldades sofridas com o metrô e trens da CPTM de São Paulo. A importância da ação é tanta que o responsável por gerir o conteúdo já foi convocado para participar de reuniões na empresa a fim de encontrar soluções para o funcionamento da rede.

Outra iniciativa interessante que reforça o conceito defendido por André é o grupo Curativos Urbanos. O objetivo é usar o bom humor para sinalizar as calçadas de São Paulo com band-aids para que as pessoas não caiam nos buracos. O perfil existente no Facebook possui 6.884 fans e a fan page, além de registrar os pontos que receberam os curativos também apresentam informações de legislação e dicas de como ampliar o projeto para demais cidades brasileiras

Diário de Classe, Adote um Vereador, Catraca Livre, Veteranos de Guerra e Saútil são outros trabalhos digitais que contribuem para construção de uma cidade mais cidadã.

A relação entre violência, esporte e redes sociais

Por Fernanda Barreira

Torcida

Briga entre torcedores é um problema cada vez mais presente no Brasil e assunto recorrente nos jornais do dia seguinte aos grandes eventos esportivos, especialmente clássicos do futebol. Recentemente, o confronto entre torcedores santistas e a Polícia Militar antes da final do Campeonato Paulista entre Santos e Corinthians foi destaque nos principais veículos de comunicação.

O que pretendo analisar aqui é de que forma as redes sociais contribuem ou impedem a violência entre fanáticos por seus clubes do coração.

Quando surgiu o Orkut e, em seguida o Facebook, esses “torcedores” aproveitaram os perfis da web para provocar rivais e, até mesmo, combinar previamente brigas antes das partidas. As torcidas organizadas, cuja simples existência já gera polêmica, seguiam as “inimigas” para saber qual seria o trajeto até os estádios, conhecer os integrantes das organizações e planejar emboscadas.

Nesse sentido, dá para afirmar que as redes sociais servem de instrumento para incentivar ainda mais a rixa e o ódio entre as torcidas. Por outro lado, um movimento recente mostra que após uma vitória, por exemplo, os torcedores tendem a fazer piadas dos adversários e provocá-los não mais pessoalmente, mas na rede. Da mesma forma, os derrotados xingam e juram revanche na internet.

Talvez esse confronto virtual seja sim uma maneira de diminuir a violência. Nem que seja apenas a física.