Categoria: Tania Lisboa Amorim Andrade

Papa Francisco torna permanente medida sobre o perdão do aborto

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O papa Francisco permitiu, de forma permanente, o perdão da Igreja Católica àqueles que cometeram o aborto, a orientação foi publicada na carta apostólica Misericordia et miseria divulgada pelo Vaticano, em 21/11/2016, na qual ele declara que os padres poderão absolver quem cometeu o pecado do aborto, considerado muito grave pela doutrina católica. Segundo ele o pecado se estende não apenas às mulheres, mas a todos os envolvidos: médicos, enfermeiras e pessoas cientes do ato.

Num trecho da carta ele declarou: “Para que nenhum obstáculo interfira entre o pedido de reconciliação e o perdão de Deus, concedo a partir de agora a todos os sacerdotes, com a força do ministério deles, a faculdade de absolver os que cometeram o pecado do aborto”.

Ele também advertiu “Quero enfatizar com todas as minhas forças que o aborto é um pecado grave, porque põe fim a uma vida humana inocente. Com a mesma força, entretanto, posso e devo afirmar que não existe nenhum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir onde se encontre um coração arrependido”.

A conduta do “homem santo” ao defender a compaixão para os envolvidos em tal prática enaltece a virtude do perdão e revoluciona a igreja católica, porém conservadores católicos lamentam que o discurso dele seja tão dedicado à justiça social e paz mundial ao invés de promover os valores tradicionais da Igreja.

Você conseguiria ficar sem seu smarthphone?

15175448_10154710910544785_1626740765_nPor Tania Lisboa

Na manhã de domingo ao acessar o Facebook, soube que o bebê da minha amiga havia nascido, animada mandei uma mensagem no chat e ela me disse que estava tudo bem, porém a realidade era outra; só soube o que realmente aconteceu no dia seguinte. O sofrimento durante o parto foi bem mais intenso do que é considerado normal, o bebê nasceu com problemas e precisou realizar uma cirurgia muito delicada.

Ao questioná-la sobre a omissão dos acontecimentos, eis a resposta:

– Amiga, você está sem WhatsApp e eu quis te poupar de preocupações.  Seria complicado manter-lhe informada sobre tudo o que estava acontecendo.

Compreendi a precaução dela, diante de uma situação crítica como aquela, é menos desgastante digitar mensagens, e assim manter todos os familiares e amigos atualizados sobre o caso, do que falar ao telefone diversas vezes.

Com o passar dos dias muitas coisas aconteceram e eu fui a última a saber. O motivo? Estou sem smarthphone há uma semana, tenho usado um aparelho celular bem simples que permite a realização e o recebimento de chamadas, envio de SMS, despertador e só. A bateria é uma beleza, a única coisa positiva nisso tudo. Carreguei a bateria do celular no primeiro dia de uso, há uma semana, e o gasto foi de apenas 20%. Nesse período recebi três ligações e uma delas por engano, tenho consciência de que ninguém mais vai me ligar e os contatos só serão restabelecidos quando estiver conectada novamente.

Vaquejada: esporte ou violência contra os animais?

Por Tania Lisboa

Na minha cidade, como em muitas cidades do interior nordestino, a vaquejada é uma festa tradicional e tem um público fiel, prova disso é a superlotação nas arquibancadas do local do evento (parque de vaquejada).

A multidão aguarda atentamente o início da competição que é narrada pelo locutor, cuja descrição é detalhada desde a apresentação dos vaqueiros, até a respectiva perseguição do boi.

A corrida começa quando uma dupla de vaqueiros, denominados de esteireiro e puxador, cercam a porteira dos dois lados aguardando a saída do boi para restringir sua área de fuga. Após a abertura da cancela, os vaqueiros correm pela pista de areia ao lado do animal, mantendo-o prensado entre eles, durante a perseguição o esteireiro pega o rabo do boi e passa para o puxador que tem que derrubá-lo na faixa demarcada, o animal tem que ficar com as quatros patas fora chão. A perseguição dura menos de um minuto. Cada dupla precisa derrubar 4 animais diferentes para se classificar para a final.

A prática considerada esportiva e cultural causa sofrimento aos animais, e sua recente proibição gerou grande polêmica. De um lado pessoas contra a vaquejada argumentam que os bois são enclausurados e açoitados para que corram no momento da abertura do portão da pista, sofrendo lesões, correndo o risco de ter o rabo arrancado, além de outras crueldades na qual são submetidos. Os defensores alegam que há normas e fiscalização, já que os bois usam protetores de cauda e sua participação nas corridas são limitadas; os conselhos de veterinária afirmam que o esporte pode ser praticado sem maus-tratos.

De acordo com os dados da Associação Brasileira das Vaquejadas (ABVAQ), aproximadamente 4 mil eventos acontecem anualmente no Brasil.

O Supremo Tribunal Federal (STF), recentemente, derrubou Lei Cearense que regulamentava vaquejada, tornando-a ilegal, com isso, milhares de pessoas envolvidas, entre elas: os peões, criadores, tratadores e comerciantes afirmam que tal decisão trará forte impacto econômico para o nordeste.

Casos de violência por motivações políticas preocupam americanos

Por Tania Lisboa

Nos Estados Unidos casos de insultos e agressões motivados por questões políticas têm aumentado gradativamente, devido a divisão provocada pela última campanha eleitoral, e principalmente, após o republicano Donald Trump ter sido eleito.

O aumento da divisão entre os americanos gera uma onda de preconceito, racismo e agressividade entre eles.

A situação é tão intensa que nem mesmo as crianças têm sido poupadas.

Alunos do jardim de infância de origem hispânica são vítimas de bullying praticados pelos colegas de classe que afirmam que eles serão obrigados a voltar para o México, a provocação faz referência às promessas de campanha do presidente eleito que consiste em deportar milhões de imigrantes, assim como a construção de um muro na fronteira do com o México. Essa última foi uma das principais bandeiras na campanha de Trump e permanece como prioridade do seu governo.

Eleitores de Donald Trump também sofrem violência ocasionada pela intolerância e divergência de opiniões.

Senado aprova medida que contraria acordo climático

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Foto: Tania Lisboa

Por Tania Lisboa

“Esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou. Crescemos a pensar que éramos seus proprietários e dominadores, autorizados a saqueá-la. A violência, que está no coração humano ferido pelo pecado, vislumbra-se nos sintomas de doença que notamos no solo, na água, no ar e nos seres vivos. Por isso, entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa terra oprimida e devastada, que «geme e sofre as dores do parto» (Rm 8, 22). Esquecemo-nos de que nós mesmos somos terra (cf. Gn 2, 7). O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos”.

O texto acima é um recorte da carta Encíclica escrita pelo Papa Francisco, em 24/05/2015, inspirada no Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis, na qual demonstra sua preocupação com o meio ambiente. Sabemos que as agressões provocadas pelo homem ao meio ambiente são alarmantes, e é imprescindível que todos se conscientizem de que não há como separar homem e natureza, precisamos de intervenções que minimizem o impacto ambiental e priorizem a sustentabilidade.

O Acordo de Paris, aprovado em 2015 pela ONU, adverte para as mudanças climáticas que ocasionam ameaças urgentes e algumas potencialmente irreversíveis para os seres vivos e para o planeta. A evolução positiva desse quesito requer ampla participação de todos os países numa resposta eficiente visando agilizar a redução das emissões globais de gases que causam, dentre outros fatores, o efeito estufa. Vale ressaltar que o acordo foi aprovado por 197 países, o qual o Brasil também é signatário.

O presidente Michel Temer assinou, no dia 12/09/2016, a ratificação do Acordo de Paris. Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, ele declarou que no Brasil a preservação do meio ambiente é uma política de Estado e deve estar presente no programa de todos os governos.

Contrariando tal acordo, o Plenário do Senado aprovou, no dia 19/10/2016, a Medida Provisória (MPV) 735/2016 incluindo a emenda que incentiva a construção de novas termelétricas a carvão, método de geração de energia mais poluidor e destruidor de florestas, considerado também o mais poluente combustível fóssil. A proposta foi enviada à sanção do presidente Michel Temer na forma do projeto de Lei de conversão (PLV) 29/2016.

Lamentavelmente isso comprova mais um retrocesso no nosso país continental.

Prioridade do Governo: PEC do teto de gastos

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Por Tania Lisboa

A Proposta de Emenda Constitucional 241/2016 (PEC 241) é uma iniciativa do Poder Executivo, que institui o denominado “Novo Regime Fiscal” (NRF), e tem por objetivo “frear” o ritmo dos gastos públicos congelando as despesas do governo federal corrigidas pela inflação por até 20 anos, ou seja, nas próximas duas décadas, o país só poderá gastar o valor que é gasto hoje.

Michel Temer, desde que tomou posse como presidente, tem lutado pela aprovação da PEC. A medida é considerada uma solução para conter o rombo das contas públicas e tentar superar a crise econômica.

Especialistas garantem que a PEC irá prejudicar o alcance e a qualidade dos serviços públicos, e afetará principalmente as áreas da saúde, educação e assistência social, cujos gastos crescem acima da inflação todos os anos. Vale ressaltar que o Brasil está entre os países que menos investem em saúde, o valor anual gasto por cidadão é de aproximadamente R$ 1.400,00, ficando acima apenas dos países mais pobres da África.

Após repercussão negativa, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou que os setores de saúde e educação só terão de cumprir os termos da proposta a partir de 2018.

A proposta foi aprovada no plenário da Câmara dos deputados por 366 votos a favor e 111 contra, em 1º turno no último dia 11, e deverá ser aprovada por no mínimo três quintos dos deputados, 308 dos 513, em 2º turno previsto para essa terça-feira (25/10).  Posteriormente será analisada pelo Senado. Se aprovada, a medida entrará em vigor em 2017.

Insultos à segunda-feira

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Foto: Banco de dados

Por Tania Lisboa

Mal começa o primeiro dia útil da semana e lá vem as reclamações e lamentações, mas na verdade muitas delas se iniciam na noite de domingo.

Qual o motivo de tanto sofrimento?

Segunda-feira.  Ah, a temida segunda-feira que chegou ou está prestes a chegar. Dia chato pra caramba.

O fim de semana é maravilhoso! Sem obrigações e horários para cumprir, cada um se diverte ou descansa à sua maneira.

Mas eis que surge novamente a segunda-feira e rouba tudo, e em troca devolve a rotina: acordar cedo, pegar trânsito congestionado, trabalho, obrigações, correria, chatice!

As constantes lamúrias, sobretudo nas redes sociais, talvez se deem porque segunda é distante da sexta, enquanto que a sexta é bem próxima da segunda.

E se tomarmos um “remedinho” para a alma?

Sim, uma boa música ou um hobby, além de aliviar o stress e a tensão, mesmo que por alguns instantes, nos alegram e trazem uma boa dose de injeção de ânimo.

Afinal, as queixas servem apenas para nos levar ao muro das lamentações, já que a segunda-feira existirá enquanto estivermos vivos, sendo um dia tão importante e decisivo como todos os outros.