Categoria: Nathália Cássia Thomaso Miliozi

2016… nossa, que ano

Todo final de ano é a mesma coisa. Nos forçamos a reflexão de mais um ano que passou. Conseguimos, de forma inédita, repensar sobre todas as besteiras e até erros que cometemos ao longo do ano. Eu, particularmente, faço um top cinco de coisas boas e ruins. Não nego esse ano foi complicado – claro que sob minha percepção -, me enfiei em uma leve roubada, que no final, só me fez perceber o quanto não quero ser uma pessoa frustrada futuro e, talvez tenha que aprender a meditar para enfrentar pessoas desse tipo.

Bebi mais cerveja do que podia, mas quem nega uma bem gelada? Ninguém, só que dá um desespero saber que uma cerveja, em calorias, equivale a um pãozinho francês. Pelo menos, tomei vergonha cara e me inscrevi na academia, depois de anos prometendo para minhas amigas. E olha que elas tinham razão, faz um bem danado para saúde, apesar das eternas dores musculares.

Percebi o quanto o ser humano pode ser sem noção. No ano que o paulista descobriu que é possível curtir o carnaval de rua sem sair da cidade, eles me elegem João Doria? Meeeeu, o que essas pessoas tem na cabeça? Fica a boa lembrança – e a saudade – de uma cidade cheia de bicicleta, menos tempo no trânsito para quem vai de ônibus e muito incentivo público. Falaram até que vão privatizar o meu, o seu, o nosso Pacaembu?

Vai ver é de João Doria que o Corinthians precise. Porque, olha, que ano! Sofremos com a saída do Tite e do time inteiro. Até da Libertadores ficamos fora. Será que daqui a 100 anos voltemos a ganhar? Difícil.

Até 2017!

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Brasil e sua falta de empatia….

Quem nunca ouviu comentários estrangeiros de quanto o Brasil é uma país feliz e com pessoas carinhosas e receptivas? Pessoal, só olhar no retrovisor, afinal, muitos jornais constataram que fomos responsáveis por promover a melhor Copa do Mundo e a the best Olimpíadas – óbvio em que questões que envolvem tratar bem o amiguinho europeu. Enfim, não é bem assim. De acordo com uma pesquisa da Universidade Estadual de Michigan (EUA), o Brasil ficou em 51º lugar entre os países mais empáticos do mundo, sendo que apenas 63 países foram analisados.

A metodologia realizada foi a seguinte: foi realizado um questionário com perguntas que tentavam medir a compaixão e a tendência dos voluntários a imaginar o ponto de vista de outros em situações hipotéticas. Como o estudo foi feito em 63 nações, os pesquisadores compararam como o povo de cada nação sentia, analisaram respostas de pesquisas com mais de 104 mil pessoas de diversas partes do mundo. Surpreendentemente, o Equador venceu como país mais compreensivo, seguido da Arábia Saudita, Peru, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Coreia do Sul, Estados Unidos, Taiwan, Costa Rica e Kuwait. Cadê a Colômbia, gente?

De verdade, a posição do Brasil não me surpreendeu. Quem mora em São Paulo, anda de ônibus, metro, ou simplesmente vive na capital paulista, sabe o quão é difícil encontrar seres com empatia. As pessoas não conseguem se importar com as outras, não enxergam que algumas situações só precisamos nos colocar – ou ao menos tentar – no lugar delas. Outro dia li em algum lugar que apenas em situações extremas exercemos essa prática, por exemplo uma tragédia. Mas não, não tem que ser assim. Tenham empatia sempre!

empatia

Quando o futebol ensina o mundo…

Por Nathália Miliozi

Ao escrever o livro ‘Como o futebol explica o Mundo’, o jornalista norte-americano Franklin Foer, apresenta o quão o esporte é muito mais do que um simples jogo, afinal é o esporte mais praticado do planeta.

A tragédia que abateu a delegação da Chapecoense, jornalistas e tripulantes e todos os ocorridos podiam muito bem ser uma espécie de livro ou filme de nome parecido com o citado acima: Como o futebol ensina o Mundo.

Vivemos em um mometo delicado, onde cresce linha conservadora política e vemos aumentar o número de refugiados deixando seus países em busca do fator mais importante para o ser humano: a sobrevivência. Entre esse e muitos outros aconteccimentos desprezíveis, atitudes relacionadas ao futebol ainda nos mostram que ainda é possível amar.

Amar a quem nem conhecemos. Amar o Danilo, o Kempes, o Bruno Rangel, o Dener, o Sérgio Manoel, o Ananias, o Caio Júnior… O Victorino Chermont, o Paulo Julio Clement, o exímio Deva Pascovicci, até mesmo o comandante Quiroga… Amar e torcer pela recuperação do Alan Ruschel, do Neto, do Follman, do Henzel… Amar o povo de Chapecó, o povo colombiano, a Chapecoense, o Atlético Nacional, os rivais, o futebol… Amar o máximo que conseguirmos!

É isso que essa tragédia parece permitir aos povos de Brasil e Colômbia. Sermos uns dos outros, nos colocarmos nos lugares dos outros. Dentre inúmeras faixas estendidas no estádio Atanasio Girardot, em Medellín, uma chamou atenção, com os dizeres‘ uma nova família nasce’, dando a sensação de irmandade entre brasileiros e colombianos, que estavam ao nosso lado, e iam até o fim. Uma espécie de ‘tamo junto’ mundial. Algo como um pacto de lágrimas entre duas nações que agora parecem se olhar como irmãs.

Toda essa comoção, este nó na garganta, essa angústia, este aperto no coração que nos incomoda há uma semana, desde as primeiras notícias, vem do mesmo lugar que nos permite amar com tanto intensidade este esporte.

E não é em vão.

A esperança é que todo este amor pelo futebol – mas que vai além das quatro linhas –  tem demonstrado nestes últimos dias sirva de exemplo. Que incentive, especialmente, os torcedores que se matam simplesmente por torcerem por cores diferentes, por não concordarem com o outro. Isso tem de parar! Que inspire os seres humanos por mais amor e mais fraternidade cotidianamente, em suas vidas.

Que o futebol inspire-nos! E que escutem em todo o continente, em toda a Terra, que sempre nos lembraremos da campeã Chapecoense e de todos seus guerreiros!

 

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Fernando Remor/FolhaPress

Quando a ansiedade prejudica sua vida

Por Nathália Miliozi

A edição de novembro de uma das revistas mais influentes do país, que lida com assuntos cotidianos, buscando a quebra de paradigmas de diversas formas, evidenciou um assunto muito importante, mas ainda pouco falado.

Uma das apresentadoras mais famosas do Brasil, falou à uma das jornalistas mais completas do país, sobre sua temida experiência com a síndrome do pânico e como a meditação a ajudou. Após sofrer um acidente traumático com sua família, passou a sentir os sintomas de uma das doenças que mais afeta o brasileiro.

Outro que assumiu seu problema com a doença foi o youtuber PC Siqueira, que passa por tratamentos especializados. “Tudo começa com uma pequena frustração. Alguma coisa boba. Tipo seu cartão que não passou, uma briga com uma pessoa que você gosta, uma provocação na internet, sei lá qualquer coisa. Você deixa pra lá e num certo momento do dia começa a sentir seu coração palpitar. Não tem nada demais acontecendo, mas você começa a sentir que algo muito ruim vai acontecer”.

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Por ser uma síndrome psiquiátrica, a patologia gera preconceitos e mal-entendidos em todo o mundo. Tudo porque vivemos em uma sociedade que têm sérios problemas em entender os problemas alheios. A vida é baseada no eu, no eu tenho, eu sofro. Se eu passo por isso, a outra pessoa também tem que passar. Para!

Cada um reage aos problemas e desafios da vida de uma forma. Se você encara de forma fria e positiva, ótimo. Mas não são todos que lidam com a vida de forma fácil. Deixe o preconceito em relação à depressão e à dificuldade em identificar os sintomas prejudicam a busca de uma ajuda especializada.

O mundo e o desejo de construir muros

Por Nathália Miliozi

De tantas besteiras que o presidente eleito Donaldo Trump falou, e convenceu o povo americano a votá-lo foi iria construir um muro na fronteira dos EUA com o México. Parece que evitaria o crescimento das taxas de desemprego na país. Pois, segundo ele e os amigos Tea Party, os mexicanos – e imigrantes – tiram o emprego dos americanos. Mas pergunta para os conservadores norte-americanos, quem irá fazer o café no Strabucks ou limpar o lixo deixado por eles? Os imigrantes, que eles querem tirar do país.

O foco da discussão não são as besteiras do Trump, mas sim essa vontade incessante de construir muros, com o objetivo de separar quem é bom e ruim, segundo as conclusões tiradas por certo alguém. O Muro de Berlim, em 1961, pode ser usado como exemplo, afinal, foi o símbolo por excelência da Guerra Fria, da bipolarização do mundo e da divisão da Alemanha.

Apesar de ter sido derrubado em 1989, parece que a ideia de muro permanece viva. Desde 2002, o Muro de Israel está sendo executado, com um projeto que pretende se colocar como uma barreira entre o território árabe da região da Cisjordânia e o território judeu, representado pelo Estado de Israel.

Tá achando absurdo? Pois saiba que o atual prefeito do Rio de Janeiro, o evangélico Marcelo Crivella, em sua recente visita a Israel, gostou da ideia do muro e não escondeu seu desejo de ver a cidade maravilhosa abraçado por um muro, como o de Jerusalém, “para que não entrem armas ou drogas”. Entretanto, não é segredo para ninguém que Rio não precisa de um muro para evitar que as drogas e as armas cheguem aos traficantes. Os donos desse comércio já estão no interior da cidade, e são os principais causadores de medo. Fechá-los só trará prejuízos, precisamos combatê-los.

Falar de muro em plena onde conservadora, é uma provocação a todos que lutam diariamente, enfrentando lutas políticas e ideológicas. É a famosa contradição, quanto mais muros construímos, mais medo passamos a sentir.

Voltemos a discutir isso….

por Nathália Miliozi

Para quem acompanha futebol – nem precisa ser muito, só o suficiente mesmo – sabe todas as polêmicas que o envolvem, mas sabem principalmente o quanto se discute sobre a possível necessidade da extinção das torcidas organizadas.

Não é segredo para ninguém, que de modo geral, elas são a razão de muitas confusões que acontecem dentro e fora do estádio. Por exemplo, durante a estreia do Corinthians na Libertadores de 2013, na Bolívia, o garoto Kevin Espada, de 14 anos, morreu após ser atingido por um sinalizador, que ao que tudo indica veio da torcida organizada do time paulista.

Claro que muito se discute de quem é a culpa ou responsabilidade. Por isso, relembro mais uma briga generalizada entre organizadas. Neste ano, durante um jogo entre Flamengo e Palmeiras, em Brasília, a polícia jogou spray de pimenta no meio da confusão, mas o vento foi tão forte que acabou prejudicando os outros torcedores do estádio – que não tinham nada a ver com a história. Muitas crianças passaram mal, inclusive um deficiente teve de ser retirado às pressas pelo pai.

O que se questiona é a falta de punição. Óbvio que quando um torcedor veste a camisa de uma organizada, cresce três metros, mas será que sem a camisa, ele deixaria de crescer? Não. Quero explicar que não adianta acabar com as organizadas, claro que os clubes precisam parar de financiar esse tipo de instituição – apesar da festa -, só que o problema são as pessoas, e o Estado que não é capaz de impedir esse tipo de gente de entrar no estádio e atrapalhar de quem realmente pode ser chamado de TORCEDOR.

O Rio de Janeiro não continua sendo

Que o Brasil tem problemas infinitos com a corrupção todo mundo sabe, que São Paulo também não fica atrás também não é segredo, mas o que me espanta é a forma que o Rio de Janeiro está em uma decadência sem fim, parece que o fundo do poço para eles, vai muito mais além que um simples fundo.

Além de ser bombardeada diariamente com notícias do tipo, ” Rio de Janeiro e suas dívidas”, “Ex-governadores são presos e levados para Bangu”, ” Ministro Henrique Meirelles coloca o Estado como um exemplo do que não se deve fazer em uma administração”, o que mais me choca é como hoje pode estar tudo bem, mas o amanhã nunca se sabe.
Você pode não lembrar, mas há quatro meses faltavam apenas duas semanas para o início das Olimpíadas, que segundo muitos especialistas no assunto, foi a melhor da história. Já há dois anos e alguns meses, o Rio de Janeiro também recebia a final da Copa do Mundo – para muitos o maior evento esportivo do mundo- considerada também como a melhor edição.
Agora, parece que ninguém tem controle de nada! Os funcionários públicos sofrem com a possibilidade de não ganharem a recompensa pelo trabalho, o Estado sofre com a falta de investimento, gerando o alto índice de desemprego, sem contar os problemas com a educação, saúde e violência. A falta de planejamento ocasionada pela corrupção está acabando com uma das principais referências do país. Mais um triste fim!