Categoria: Murillo de Andrade Boga

O poder dos memes

Por Murillo de Andrade Boga

É inegável a importância e participação dos memes na nossas sociedade, afinal com o advento da internet os memes ganharam um combustível que lhes proporcionam uma incrível capacidade de replicação e disseminação. O que muitos ainda debocham é do poder que essas simples imagens possuem dentro do cenário político, seja para beneficiar os que sabem manipulá-los ou para prejudicar os que ainda os vêem apenas como ameaça.

Quem não se lembra do icônico “Yes, we can!” da campanha presidencial de Obama com seu rosto estilizado com as cores da bandeira americana? A frase foi utilizada durante toda a campanha e tomou as redes sociais provocando várias mixagens até mesmo em outros países. Isso aproximou Obama do público que acompanhou as eleições via internet levando-o ao sucesso naquelas eleições.

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Por outro lado aqui no Brasil a equipe do atual presidente Michel Temer, luta contra produção dos memes que satirizam seu governo. Alguns produtores de conteúdo como da página “Capinaremos” e o blog “Ah Negão” receberam notificações dizendo que as fotografias liberadas pela presidência só podem ser usadas para cunho jornalístico. Fazendo assim uma pressão negativa quanto ao tipo de conteúdo que esses produzem. (fonte: El País)

bora meme

Lutar contra os memes na era da internet é ir contra uma correnteza muito forte. Os memes se espalham, se transformam, se fundem, se significam e re-significam em alta velocidade, com muito poder e quantidade avassaladora.

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A “vilanização” da inteligência artificial

Por Murillo de Andrade Boga

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Quem nunca ouviu os discursos: “os robôs irão roubar nossos empregos”, “a máquina invade nossa privacidade para nos vender produtos” ou “estão roubando nossos dados”. Eu já ouvi e os reproduzo frequentemente em minhas críticas sobre a tecnologia. Mas você já parou para pensar o quanto que a evolução do Big Data e da Inteligência Artificial ajudaram e podem ajudar na construção de conhecimento e de facilidades para o nosso dia-a-dia?

De forma bastante básica e simplista a inteligência artificial é uma estrutura matemática baseada em estatística em que grande parte de suas funções são ótimas para identificar padrões. O poder de processamento computacional atual agiliza esse descobrimento de padrões que antes não conseguíamos enxergar.

Os ganhos dessa tecnologia podem ser vistos em campos como a saúde e o meio-ambiente. A IBM, por exemplo, criou com a ajuda de vários outros pesquisadores da área de oncologia uma ferramenta que gera para o médico sugestões do melhor tipo de tratamento para cada caso de câncer utilizando a base de dados no Cancer.org. Esse tipo de informação demorava para ser feita e hoje com ela é possível que o médico tenha mais tempo para um tratamento mais humanizado com maior chance de cura. No caso do meio ambiente, a empresa Green Horizon de Pequim na China, já utiliza dados de uma inteligência artificial que antevem impactos da poluição e qualidade do are gera recomendações sobre a operação de fábricas.

A inteligência artificial é muito maior do que simplesmente “estão querendo vender coisas pra mim usando meus dados”. Ela é uma ferramenta poderosa, e como em toda tecnologia, temos que estudá-la cada vez mais para sabermos utilizar suas vantagens para o bem da humanidade. A tecnologia está aí, pronta, como você quer usar ela?

(Fonte: Gizmodo )

Quem define o que é verdade na Internet?

Por Murillo de Andrade Boga

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Desde o dia 07 de Abril de 2017 o Facebook lançou uma nova funcionalidade em sua rede social que faz um filtro para detectar notícias falsas. A necessidade surgiu após as eleições presidenciais dos Estados Unidos onde houveram uma série de denúncias de ambas as partes do uso e produção de “Fake News” na internet para poder ganhar a eleição.

É papel do Facebook filtrar o que é verdade ou mentira? Ou perguntando por um outro ângulo, você deixará o Facebook te dizer o que é verdade?

A grande incidência de boatos na internet é um problema que deve ser resolvido pelos jornalistas e demais profissionais de comunicação que devem sempre trazer a tona os fatos apurados. Isso é sem dúvida um desafio, ainda mais neste turbilhão de informações que é a nossa vida. Além disso, estes profissionais devem lidar com o “time to market” pois hoje as pessoas querem a informação sempre para já.

É papel do consumidor também prezar menos pelo furo e mais pela qualidade da informação. Pois não adianta nada reclamar das “Fake News” e compartilhar uma matéria sem ler e criticar.

A centralização de conteúdo nas maiores redes sociais

Por Murillo de Andrade Boga

Quando falamos nas mídias digitais sempre acabamos esbarrando no tema da descentralização da produção midiática e da oportunidade que todos possuem de se expressar na rede. Acontece que hoje observa-se um grande movimento de centralização da informação. Sim, ela é produzida por diversas pessoas, mas estão concentradas em grandes centros.

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Não é de hoje que sabemos que uma das principais tarefas do Facebook é manter você o maior tempo possível dentro de sua plataforma (pois é dessa maneira que você acaba recebendo mais publicidade veiculada por ele). Isso pode ser observado também com as novas ferramentas que a rede social introduz como por exemplo o “Instant Articles” em que você não precisa mais abrir links para ler uma notícia de determinado portal, sendo essa exibida na integra no próprio Facebook.

Falamos do Facebook pois aqui no ocidente ele é o principal exemplo dessa centralização, porém na China se observa a mesma centralização em aplicativos como o WeChat que centraliza a troca de mensagens, timeline, compras de outros aplicativos e outras vendas de produto. Os chineses fazem tudo pelo WeChat e é por isso que o Facebook ainda não tem uma grande aderência por lá.

Estamos retornando para uma centralização da nossa mídia fazendo com que essas empresas decidam o que é importante ser visto e consumido?

O poder de escolher o que assistir

Por Murillo de Andrade Boga

Durante o tempo livre abro o Netflix e começo a analisar a longa lista de filmes e séries presentes no famoso serviço de streaming, fico olhando, olhando, me surpreendo com alguns títulos e até vou marcando alguns que já vi para melhorar minha lista de recomendação, mas no final acabo não escolhendo nada.

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Em uma pesquisa informal com amigos e parentes descobri que isso é MUITO comum e a pergunta que me veio a mente é: Será que não conseguimos lidar com nosso poder de escolha sobre o que assistir? Faz muito tempo a televisão escolhe para nós o que assistir e quando assistir ao montar sua grade.

Com as novas tecnologias de streaming temos a possibilidade de escolher o que veremos em nosso horário nobre dentro de um grande catálogo de opções. A grande questão é que não estamos acostumados com essa tarefa e ficamos perdidos nessa “cacofonia” de milhões de opções.

Como sempre ensinou o mito grego, o tempo nos devora, portanto precisamos o quanto antes aprender o que fazer com nosso tempo, inclusive quando tratamos do tempo para nosso entretenimento.

Gamificação – Diversão ou controle?

Por Murillo de Andrade Boga

O tema da Gamificação vem crescendo cada vez mais em vários campos de estudo acadêmico e profissionais. O termo se refere ao uso de componentes encontrados nos games (jogos em geral) em outros processos do nosso dia-a-dia a fim de tornar qualquer tipo de atividade mais lúdica e motivadora.

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Johan Huizinga, escritor do livro “Homo Ludens”, defende que o “jogo é fato mais antigo que a cultura” e que ele tem uma “função significante” e é por este motivo que gostamos tanto de jogar. Porque fazer um trabalho chato e sentido? Ora, para fazer mais pontos no jogo!!

As empresas começaram a adotar a gamificação para aumentar a produtividade e isso vem apresentando resultados notáveis. A grande questão é: será que ao criar este ambiente mais divertido não estamos também gerando um espaço de controle excessivo?

Os pontos no nosso admirável jogo da produtividade são nossos amigos que irão gerar um espaço estimulante de trabalho ou inimigos que nos fazem trabalhar cada vez mais sem perceber como uma hipnose ou vício?

Twitch Plays Pokémon – uma demonstação do poder coletivo na rede

Por Murillo de Andrade Boga

Ao ver todo o caos gerado na internet muitos desacreditam no poder da união de seus usuários, porém um experimento chamado Twitch Plays Pokémon que aconteceu em 2014 mostrou um pouco do poder que a rede pode gerar mesmo contendo pessoas com vários interesses diferentes.

 

Pokemon GIF - Find & Share on GIPHY

 

A Twitch TV é uma plataforma onde os usuários conseguem assistir outras pessoas jogando algum jogo de computador ou vídeo game, ou seja uma plataforma de streamming jogos. Acontece que para este experimento foi criado um sistema em que os comandos no jogo Pokémon Red, que estava sendo exibido ao vivo, eram dados através do chat da plataforma. Ou seja, se uma pessoa digitava “up” no chat, o personagem ia para cima, se a pessoa digitava “a” o botão A do Game Boy Virtual era apertado, e assim sucessivamente. O ponto é que em média haviam 80 mil pessoas jogando simultaneamente o jogo e digitando desesperadamente os comandos no chat.

 

 

Olhando todas essas condições a maioria poderia pensar que isso não daria certo, mas o jogo foi concluído em 16 dias mostrando que apesar do grande volume de comandos e objetivos diferentes e quase sem nenhuma organização foi possível atingir o objetivo esperado ( e feliz). Será que vendo este exemplo conseguimos ser um pouco mais positivistas em relação a internet?