Categoria: Melina Bontempo Dieguez

Mulher-Maravilha e a representatividade feminina

 

Por: Melina Bontempo

 

 

 

A mulher maravilha sempre foi um ícone pop importante para as mulheres, sempre foi um símbolo de mulher independente, forte, capaz de lutar sozinha sem depender de outros heróis. Essa imagem é reforçada pela sua origem greco-romana, ela nasceu em um povo amazona, ou seja, mulheres que nasceram para serem soldados.

Ela sempre mostra um grande senso de justiça e paz, querendo derrotar Ares (deus da guerra) por influenciar os humanos a lutarem entre si em guerras infinitas. Em outras versões do desenho/quadrinho, ela apenas incapacita ele de usufruir dos poderes, pois ela era filha de Ares em algumas versões dos quadrinhos.

O novo filme dela reforça a sua imagem feminista, que anda sendo discutido muito, seja pelo empoderamento que vemos, seja na sua imagem de uma mulher forte e guerreira. É importante para as garotas terem modelos fortes para se inspirarem, cresceu muito a frase ”Fight Like a Girl”, justamente para mostrar a força que cada mulher tem dentro de si, assim como teve em 43 (redescoberto nos anos 80) o “We Can Do It”, símbolo importante para o feminismo.  

O filme desperta o interesse e mostra alguns padrões arcaicos (por acontecer na segunda guerra mundial), onde há estranhamento por parte dos generais uma mulher ali dando opinião e por ter maior conhecimento que eles. O longa mostra que a mulher deve fazer o que ela sente vontade e ter liberdade pra isso, mostra que todas tem o poder de mudar o mundo, seja na linha de frente de uma guerra como no seu trabalho.

 

 

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13 Reasons Why e a violência contra a mulher

Por: Melina Bontempo

 

 

 

A série 13 Reasons Why vem dividindo a opinião do público nas redes sociais nos últimos meses, muitos defendem a série e outros não ficaram muito felizes. O tema dela de fato é algo muito delicado de se mostrar, além de ser um tabu na nossa sociedade ainda. Muitos acham que a história incentivaria jovens a fazer o mesmo que a protagonista.

As pessoas gostando ou não, a série aborda assuntos importantes para serem discutidos, principalmente a violência contra a mulher. Nela podemos ver casos de estupro, abuso mental, abuso físico, machismo em várias ocasiões retratadas no decorrer do enredo. Muito desses momentos vemos o que muitas mulheres já passaram em muitos momentos de sua vida, seja o assédio, a culpa que colocam em cima das mulheres.

A crítica das redes sociais era justamente por ser uma série para “mimizentos”, diminuindo a importância sobre a reflexão da violência. Ela mostra a visão de uma mulher sobre os acontecimentos, o quão humilhante pode ser “levar uma cantada”, que muitas vezes pode ser inofensiva para alguns homens, a série mostra a importância da empatia no nosso dia a dia, como as nossas ações podem interferir na vida das pessoas ao nosso redor.

Nas redes sociais o público reclama muito falando que as pessoas estão ficando muito chatas, ainda bem que estamos, sinal que algo na nossa sociedade não está correto, que estamos ficando incomodados com velhos padrões que prejudicam vidas, vendo a falta de empatia e percebendo o que as minorias precisam. Todos merecem respeito e voz na sociedade, esperamos que surjam mais conteúdos com críticas a nossa sociedade e que cada vez mais diminua a violência e aumente a empatia pelo próximo  como humanos.

1984 e sua influência literária atual

Por: Melina Bontempo

 

 

O livro 1984 fez uma crítica aos regimes totalitários, em como o regime controlava e observava as pessoas, para não fugir do padrão que queriam, ter uma vigilância constante, para as pessoas do partido terem medo e nunca trair o sistema. Mesmo passando anos desde o seu lançamento, sempre foi um tema muito atual, principalmente agora com os aplicativos de celular que possuem todos os nossos dados e coletam nossas informações 24 horas por dia.

Há uma grande semelhança entre o 1984 e o livro O Círculo, nele temos uma empresa grande que se assemelha ao Google e Facebook, em que todas as pessoas querem trabalhar, por ser uma empresa de tecnologia, eles compartilham todos os dados e possuem todos os dados das pessoas, estão sempre vigiando. O produto deles, o “TruYou” é uma plataforma virtual onde coloca toda a sua vida nele e deposita na nuvem.

O Círculo apresenta novas tecnologias, muitas que já existem aqui, como  pulseiras capazes de analisar o nosso corpo (que já existem, como por exemplo o relógio da Samsung que conta os seus passos, batimento cardíacos e etcs), tem também a câmara “SeeChange”, é uma câmera que te segue o tempo todo, gravando cada detalhe da sua vida, mudando como as pessoas veem a privacidade (é parecido com drones que possuem câmeras). De fato empresas como Google e Facebook sabem praticamente tudo sobre as pessoas pelos dados coletados.

É assustador pensar que um dia empresas de tecnologia tenham tantos dados sobre as pessoas, o livro nos faz pensar para onde a tecnologia e as empresas estão caminhando, esses dados são vendidos para empresas, para nos dar propagandas direcionadas nessas redes, nossa privacidade vem diminuindo e nem nos damos conta na maioria das vezes.

Jornalismo e a Fake News

Por: Melina Bontempo

 

 

 

O jornalismo vem enfrentando algumas dificuldades em filtrar notícias verdadeiras e falsas, as redes sociais vem compartilhando muita fake news, o que dificulta para os jornais especializados distinguirem o que é real e o que é ficção, outro problema é que as pessoas não pesquisam as suas fontes, para saber da onde veio a informação.

Markham Nolan fala justamente disso em sua palestra sobre “How to separate fact and fiction” online no TED, nele ele conta a quantidade de imagens e vídeos quando acontece algum fenômeno da natureza, desastre, tragédias. Também comenta como mudou para os jornalistas a internet, pois era complicado ter acesso a informação, demorava muito mais para propagar a notícia de algum acidente, agora eles recebem e procuram informações pelo Twitter, onde as pessoas postam foto na hora do acontecimentos, atualização da situação.

O grande problema que muitas vezes os jornalistas têm que lidar é como descobrir qual foto é repost de outro acontecimento, de fotos editadas, montagens, imagens de filmes. Ele contou como é o processo para descobrir quais eram imagens reais e quais eram fake news, a partir de ferramentas gratuitas, como o google e o google maps, eles foram rastreando o nome de quem havia postado a foto de alguma tragédia, viram onde as pessoas com esse nome moravam e foram procurar no google maps, pesquisando as referências que estavam na foto, para ver o que de fato era real e o que era ficção.

Ele termina a palestra falando que é importante os dados que os entrega, mas os computadores ainda não conseguem distinguir o que é informação verdadeira das falsas, por isso tem que ter profissionais filtrando e pesquisando as fontes. É algo que todas as empresas deveriam fazer, mas parece que cada vez mais os jornais querem exclusividade e não querem perder tempo pesquisando.

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=sNV4yIyXXX0

 

 

 

 

 

A facilidade da música

Por: Melina Bontempo

 

 

A sociedade mudou muito depois da facilidade da internet, maior acesso a bons computadores, aplicativos que facilitam a nossa vida, algumas grandes indústrias tiveram que se adaptar, como a indústria da música. Ficou fácil baixar CD’s, conhecer bandas do outro lado do mundo por apenas um clique, com isso as gravadoras começaram a investir  em músicas em stream, como o Spotify e vendendo os mp3’s (como o iTunes).

Isso foi muito benéfico para as pequenas bandas sem gravadoras, qualquer músico é capaz de distribuir a sua música digitalmente, seja vendendo o arquivo mp3, colocando em plataformas como Spotify, SoundCloud, YouTube. O acesso a essas bandas cresceu muito, elas fazem o seu próprio marketing nas redes sociais, trabalham com as interações dos fãs, colocam um pouco do seu dia a dia, das gravações dos novos trabalhos.

A tecnologia foi importante para as gravações das bandas independentes, ficou mais acessível comprar bons equipamentos que podem ser plugados no computador (através de alguma interface de áudio), editar as músicas com editores gratuitos e ter uma qualidade bem próxima a de um estúdio grande, um belo exemplo disso é a banda inglesa Lannon, lançaram a demo no YouTube, ganharam fãs na rede com essa demo, e nesse período reescreveram algumas músicas, editaram de forma mais profissional e regravaram tudo com uma qualidade superior a demo inicial. Assim lançaram o primeiro CD, com uma arte excelente, tanto na capa como na arte de todo o encarte do álbum, tem acesso a todas as músicas via stream e também tem a opção de comprar no site oficial.

A internet vem revolucionando como as empresas trabalham, como as grandes indústrias se relacionam com as pessoas, como as pessoas se relacionam entre si; além disso pode abrir portas que eram muito difíceis, ele te dá nossas possibilidades de mostrar o que sabe fazer.

 

https://www.youtube.com/watch?v=vdxoI8R2FK8

Conservadorismo na música

Por: Melina Bontempo

 

 

A tecnologia e a internet nos trouxe uma gama de possibilidades, uma delas foi a de poder se expressar nas redes sociais e ter a nossa opinião, seja em posts de amigos, vídeos no YouTube e em páginas de bandas. Mas isso também trouxe um problema para os músicos, especialmente para músicos de rock e metal.

Fãs desse gênero normalmente não gostam quando as suas bandas tentam algo diferente em suas músicas, seja uma batida um pouco mais pop por exemplo. É fácil de perceber isso com as críticas que as bandas recebem de seus ouvintes, como por exemplo o álbum Shallow Life do Lacuna Coil, a idéia do álbum era uma crítica ao modo superficial que as pessoas vivem, por isso experimentaram outra sonoridade em algumas músicas como “I Like It“, onde os músicos se vestem de artistas pop, de rap e etcs; muitos não entenderam o conceito do trabalho e gerou vários comentários de “a banda mudou o estilo da música para pop” como retratado pela vocalista em entrevista ao Loudwire.

https://www.youtube.com/watch?v=mVtcI8SSfmo

Recentemente o Linkin Park vem sendo muito criticado exatamente por isso, de terem se vendido completamente para o mundo pop, devido ao novo álbum One More Light. Desde que eles surgiram, sempre deixaram claro que não eram simplesmente uma banda de rock, sempre misturam rock com rap, hip hop, pop, música eletrônica; a cada CD podemos ver a evolução das músicas, sempre testando coisas novas, até mesmo dos trabalhos mais aclamados como Hybrid Theory e Meteora, claro que a maioria das faixas tem um som mais pesado, mas também temos canções mais pop ou mais puxado para outro estilo, como Cure For The Itch, High Voltage, My December, Nobody’s Listening, Session, Easier to Run.

Durante anos a banda vem sendo criticada por colocar canções mais pop, nesse novo trabalho vem sendo criticado ainda mais por ter mais elementos pop e eletrônicos do que de rock em si, entretanto as letras continuam retratando sobre sentimentos, sobre como pode estar perdido ou de descontentamento com algo na vida.

Claro que é importante a aceitação dos fãs, mas até quando isso é bom? Até quanto o artista pode expor a sua criatividade?, não seria lucrativo nenhuma banda mudar o público para pop depois de anos no rock, os fãs parecem não entender que antes de tudo eles são músicos, são pessoas que querem tentar outras coisas nos álbuns justamente por ser a profissão deles, ter liberdade de poder se expressar de outra forma, mesmo que saia um pouco do contexto musical dele, seria muito mais fácil usar a mesma fórmula para todos os trabalhos. Vemos claramente isso em um vídeo que juntaram vários jovens vendo os primeiros clipes do Linkin Park até os mais recentes.

https://www.youtube.com/watch?v=9zjAxPMipBk

 

Paixão pelo E-sport

Por: Melina Bontempo

 

Nesse domingo (21/05/17) aconteceu a final do MSI 2017 (Mid Season Invitational), campeonato internacional de League Of Legends, esse evento foi muito importante para a região brasileira, pois o torneio aconteceu em São Paulo (fase de entrada) e no Rio de Janeiro (fase de grupos, eliminatória e final). É um marco importante, é a primeira vez que o Brasil recebeu um torneio internacional desse porte.

O MSI é um torneio realizado pela Riot Games, ele é feito no meio do primeiro e segundo split, para ter pontuação para o mundial. Equipes das regiões mais importantes vieram para cá competir, como o caso da região norte americana, europeia e a mais forte de todas, a elite coreana. Todos os jogadores e casters internacionais ficaram impressionados pela paixão do brasileiro pelo e-sports, algo muito comum de se ver no nosso futebol.

O mid laner “Faker” (SKT T1) disse que estava preocupado caso a equipe brasileira Red Canids passasse para a fase de grupos, ele conta que poderia “se assustar [com a torcida brasileira] caso tivesse que enfrentar eles [Red Canids] aqui no Rio de Janeiro]“, também comentou “Os fãs brasileiros são os mais empolgados de todos os que já vi. Além disso, eles também são muito amáveis e eu gosto muito disso neles“.

O torneio nos mostrou que o e-sports está sendo cada vez mais reconhecido no Brasil, a SportTV cobriu todos os dias os jogos, além de entrevistas com fãs no evento, com os próprios jogadores e casters de outros países. Além disso tivemos uma surpresa na entrega das medalhas da equipe vencedora, a SKT T1, onde o Ronaldo (o fenômeno) entregou as medalhas para o time coreano, os jogadores se sentiram lisonjeados e o Ad Carry “Bang” roubou a cena quando ficou tão feliz em receber a medalha de seu ídolo que até encobriu seu rosto por ficar com vergonha de ficar cara a cara com o Ronaldo.