Categoria: Mariana Rodrigues Rufino

Verdadeiro ou Falso

 

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Por Mariana R. Rufino

As notícias falsas não são nenhuma novidade, mas nos últimos meses falou-se muito sobre elas. Segundo alguns veículos de comunicação, esses boatos poderiam ter influenciado os resultados das eleições norte-americanas. As notícias falsas criadas por Donald Trump foram compartilhadas 30 milhões de vezes. É fato que a campanha foi muito polarizada, poucas vezes os candidatos geraram sentimentos tão confrontados como Trump e Hillary Clinton, o que teria contribuído para que as notícias fossem ainda mais comentadas e compartilhadas, as autênticas e as falsas. A ‘pós verdade’ foi inclusive dedicada pela Oxford ao candidato que tanto se beneficiou com a estratégia. E o Facebook foi acusado de abdicar de sua responsabilidade de reprimir histórias falsas e contrariar o leva e traz que definiu esta eleição.

Muitos sites criaram e distribuíram essas mentiras por motivação política e econômica, matérias sensacionalistas chamam mais a nossa atenção. Além disso, como a notícia é inventada, o título não precisa competir com os de outros veículos sobre o mesmo tema.  O historiador britânico Simon Schama diz: “A indiferença para com a verdade e a mentira é uma das condições prévias do fascismo. Quando a verdade morre, também cai a liberdade”. Frase citada por Roger Cohen, colunista do The New York Times, quando abordado sobre o assunto. Lhe perguntaram qual a diferença entre a pós-verdade e as mentiras que dizem muitos presidentes e políticos de todo o mundo?

Cohen respondeu: “Devemos ter muito cuidado com os paralelismos históricos, mas, ao mesmo tempo, não podemos ignorar o que aconteceu nos anos trinta. Temos Steve Bannon, o homem da sombra, dizendo que “a imprensa deveria fechar a boca”. Os meios de comunicação têm de fazer seu trabalho: responsabilizar o poder e testemunhar os acontecimentos. Está sendo criado um ambiente em que a verdade e a mentira são intercambiáveis. Trump diz coisas, como o ataque fictício na Suécia, que por um lado são ridículas, mas por outro são perigosas. Misturar o verdadeiro e o falso é um problema muito sério porque é uma característica fundamental das ditaduras. No final, a única verdade é a voz do líder, que é o que Trump se considera.”

 

 

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Pós-verdade

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Por Mariana R. Rufino

O juiz Sergio Moro é filiado ao PSDB, Gilberto Gil chamou Moro de ‘juizinho fajuto’, Hillary Clinton participa de seitas satânicas, presidente do Banco Mundial critica governo Temer, a origem do Black Friday está na venda de escravos e Donald Trump ganhou no voto popular. Muçulmanos são terroristas, os partidos de esquerda provocam engarrafamentos nos países que governam e feministas são muito exageradas. Muitas dessas afirmações nos soam mais ou menos atraentes dependendo de nossa ideologia. O que há em comum entre essas notícias? Todas são mentirosas, partilhadas milhares de vezes, divulgadas como verdadeiras dentro do fenômeno das chamadas “fake news” ou “pós-verdade”, expressão esta que ganhou até verbete pela Oxford Dictionaries que diz ser um adjetivo definido relacionado a influência na formação da opinião pública que apelam para a emoção e a crença das pessoas.

E é provável que aceitemos ou rejeitemos cada uma sem prestar muita atenção aos fatos. Nosso cérebro é limitado e a vida é curta demais para sairmos comprovando dados a cada instante. Os preconceitos e as ideias pré-concebidas nos ajudam a administrar a realidade criando uma simulação com a qual se deve avançar. imagesHá indivíduos com mais espírito crítico, mas ninguém está imune a essas tendências. “Estamos todos aprisionados em nossos cérebros, que é muito limitado e inclinado a erros, analisando um mundo infinito e tentando entendê-lo”, explica Andrew Newberg, pesquisador da Universidade da Pensilvânia e autor do livro Por Que Acreditamos No Que Acreditamos. “Em última instância, nunca temos certeza absoluta se nossa interpretação do mundo é precisa. Com base na informação que encontramos, desenvolvemos crenças sobre o mundo baseadas nas funções de nosso cérebro. Ele é uma máquina de criar crenças”, conclui.

Alguns pesquisadores sugerem que o funcionamento dessa máquina e sua maneira de gerar crenças se parecem com a de outros órgãos que nos ajudam a sobreviver. Cientistas como Sam Harris, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), utilizou aparelhos de ressonância magnética funcional para analisar as reações de vários voluntários diante de diferentes afirmações que poderiam considerar como verdadeiras, falsas ou incertas. imagesEm um artigo publicado em Annals of Neurology, junto com outros pesquisadores, ele conclui que, apesar de na hora de determinar a veracidade ou falsidade de um argumento são acionadas regiões envolvidas em processos cognitivos elevados, a decisão final depende de um sistema de processamento mais hedonista e primitivo situado no córtex pré-frontal e na ínsula anterior. Como no caso de um sabor, nosso cérebro cria uma experiência emocional a partir das afirmações. O que nos parece correto gera uma resposta positiva automática, o que soa falso gera repugnância. Afirma Newberg: “Os neurônios que se ativam juntos se conectam. Quanto mais cremos em algo, mais forte se torna a crença, até mesmo diante de uma enorme quantidade de dados que a contradigam. Não tem nada a ver com a inteligência”.

No século XVIII, anos antes da Revolução Francesa, publicações anônimas chamadas libelos, passaram a circular na Europa com o objetivo de difamar e destruir a honra das vítimas escolhidas. Naquela época, os libelistas, eram os autores das histórias que muitas vezes eram baseadas em situações reais, mas se tornavam fantasiosas para atingir os alvos. No livro O Diabo Na Água Benta, o autor Robert Darnton narra a história daquela época. “Os libelos funcionavam melhor quando recorriam a meias verdades”, escreve o autor. Três séculos se passaram e a única diferença é o meio em que as notícias circulam e seu potencial alcance. Deixamos os libelos e recorremos à internet para disseminar as mais variadas mentiras, sobre os mais variados fatos.

imagesAs notícias falsas tornaram-se a erva daninha que ganhou terreno fértil na era digital. Imitam o estilo jornalístico, mas sem se importarem em retratar uma realidade. Ao contrário, muitas delas seguem um esquema que já foi utilizado em outras ocasiões. São criadas a partir de personagens conhecidos, mas com falas distorcidas ou inventadas para confundir leitores e muitas vezes, ampliar sentimentos de rejeição pelo alvo escolhido, colaborando com a piora da política e relações sociais mundo afora. Esse fenômeno foi estudado pela FAAP em conjunto com o El País. Mônica Rugai, jornalista e coordenadora do curso de jornalismo da universidade, disse ser da responsabilidade dos grandes veículos de informação checarem as notícias.

Fonte: El País

Fraude Sonora

Por Mariana R. Rufino

Milli Vanilli foi um grupo alemão de Munique de R&B, fundado em 1988 por Frank Farian, um alemão que descobriu dois mulatos que dançavam com a cantora Sabrina em Berlin, o francês Fab Morvan e Rob Pilatus, também alemão. Aos olhos do produtor discográfico eles tinham tudo para triunfar: talento para a dança, desenvoltura e sex appeal. O único problema é que não sabiam cantar, por isso só dublavam os reais vocalistas Charles Shaw, John Davis e Brad Howell (alguns dão seu nome como Howe) e duas cantoras americanas de meia-idade que moravam na Alemanha, as irmãs gêmeas Jodie e Linda Rocco, considerados por Farian talentosos, mas invendáveis.

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O primeiro álbum da dupla foi “All or Nothing”logo remixado e reintitulado “Girl You Know It’s True”, de grande sucesso internacional, com milhões de cópias vendidas e com a faixa de mesmo nome incluída na trilha sonora internacional da novela “O Salvador da Pátria”, como tema de locação de São Paulo e da rádio de João Matos, o personagem de José Wilker. Por conta do rápido sucesso, a dupla foi vencedora de um Grammy Award de melhor artista revelação em 21 de fevereiro de 1990.

Porém alguns meses antes de receberem o prêmio, o grupo participou de um concerto ao vivo no Lake Compounce Theme Park em Bristol, Connecticut, gravado pela MTV norte-americana em julho de 1989. Durante o show a cassete que continha a gravação da música mais famosa da banda emperrou, repetindo inúmeras vezes a frase “Girl you know it’s…”, para desespero do duo. Os fãs pareceram não se importar com o incidente, mas este não passou despercebido pela critica que passou a atacar Rob e Fab. As suspeitas de fraude só aumentaram com a declaração do rapper Charles Shaw, que revelou a um repórter de Nova Iorque que Morvan e Pilatus não haviam cantado qualquer música do álbum, mas logo retirou suas afirmações após receber 1,5 milhões de dólares de Farian.

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(Frank Farian)

O público então começou a questionar o talento da dupla e em 15 de novembro de 1990 devido às dúvidas cada vez mais crescentes a respeito do talento do grupo, bem como a insistência de Morvan e Pilatus para cantar no próximo álbum, ameaçando revelar seu esquema, Farian admitiu que os dois não eram os verdadeiros intérpretes da banda. Como resultado da pressão da mídia norte-americana, o Grammy do Milli Vanilli foi retirado quatro dias depois. Foram processados 26 vezes por fraude e a gravadora Arista Records os retirou do seu elenco, tal como o álbum que teve seus masters apagados, tornando “Girl You Know It’s True” fora de catálogo.

Depois do escândalo, os Milli gravaram um disco com suas vozes verdadeiras, mas ninguém mais acreditava neles. Rob não assimilou bem o fracasso e acabou morto por overdose em 1998, antes de lançarem o álbum de retorno, “Back and in Attack”, produzido para salvar suas carreiras após os trágicos acontecimentos. Frank Farian anos antes havia se envolvido em outro caso de fraude com os Boney M., grupo criado como um contraponto negro e exótico para bater de frente com o ABBA, quando ele mesmo decidiu cantar no lugar do DJ Bobby Farrell que não possuía essa aptidão. O produtor agiu quase como Charles Foster Kane que tentou transformar sua segunda esposa, Susan Alexander Kane, uma cantora de ópera de talento limitado em uma grande estrela. Fazendo com ela tocasse em grandes casas de show apenas por conta de sua influência midiática, mesmo que muito criticada.

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O Camaleão

Por Mariana R. Rufino

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(Frédéric Pierre Bourdin como Nicholas Barclay)

Frédéric Pierre Bourdin é um francês nascido em 13 de junho de 1974 na cidade de Nanterre e criado por seus avós na cidade de Nantes até que fugiu e se mudou para Paris, sem nunca conhecer seu pai que sua mãe dizia ser um imigrante argelino casado. Um conhecido impostor intitulado pela mídia de o camaleão, começou suas personificações ainda criança e admite ter assumido 500 identidades falsas, três delas de adolescentes desaparecidos.

Seu caso mais famoso foi em 1997, quando se mudou para San Antonio, Texas, se passando por Nicholas Barclay, um menino de 13 anos desaparecido há três anos e visto pela ultima vez numa partida de basquete em 13 de junho de 1994. Mesmo tendo olhos castanhos enquanto o outro tinha olhos azuis, Bourdin conseguiu passar quase cinco meses sob esse disfarce, dizendo ter sido vítima de prostituição infantil, o que explicava seu desaparecimento e outras alterações biológicas.  No final de 1997, um investigador de policia local passou a suspeitar do caso ao ver Frédéric em um programa de TV e comparou a orelha do rapaz com a do menino desaparecido, elas não eram compatíveis. Em fevereiro de 1998 o FBI conseguiu um mandato e efetuou um exame de DNA que provou se tratar de Bourdin. Em setembro de 1998 ele foi declarado culpado por fraude de passaporte e perjúrio, sendo preso por seis anos, mais do que o dobro recomendado pelas diretrizes de sentença.

Quando livre, Bourdin retornou para a França na cidade de Grenoble e assumiu a identidade de Léo Balley, um francês de 14 anos desaparecido desde 1996 e foi desmascarado por um exame de DNA. Em agosto de 2004 foi para a Espanha e se passou por um adolescente chamado Ruben Sanchez Espinoza, cuja mãe havia sido morta nos atentados de Madrid, e deportado quando descoberta a verdade. Em junho de 2005, se passou por Francisco Hernandes-Fernandez, um órfão espanhol de 15 anos e estudou por um mês no College Jean Monnet em Pau, França. Ele dizia que seus pais haviam sido mortos em um acidente de carro, se vestia como um adolescente e adotava um estilo de andar adequado, cobria seus cabelos com um boné de beisebol e usava cremes faciais depilatórios. Por fim foi descoberto em 12 de junho por uma professora que o identificou de um programa de televisão.

Em 16 de setembro, Bourdin foi sentenciado a quatro meses de prisão por possuir e utilizar a identidade de Léo Balley. De acordo com entrevistas, o jovem dizia estar procurando amor, carinho e atenção que nunca recebeu quando criança. Ele fingiu ser um órfão inúmeras vezes. Em 8 de agosto de 2007, Frédéric se casou com a francesa Isabelle e juntos têm quatro filhos. Ele diz não ter se passado por mais ninguém desde então além de si mesmo. Em 2010, sua personificação de Nicholas Barclay foi para o cinema sob o nome de O Camaleão, pelo diretor e roteirista Jean-Paul Salomé e premiado no Tribeca Film Festival. E em janeiro de 2012, O Impostor, documentário de mesmo tema estreou no Sundance Film Festival.

Juventude jornalística

Por Mariana R. Rufino

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No auge da Guerra do Vietnã, em 1968, enquanto a maioria dos jovens buscavam refúgio, um garoto de 12 anos tentava chegar cada vez mais perto dos campos de batalha de Saigon. Lo Manh Hung aprendeu logo cedo com seu pai a arte do fotojornalismo. Juntos eles formavam a dupla composta pelo mais velho e mais novo jornalista do sul do país. Eles acordavam todos os dias às 5h da manhã e só voltavam para casa depois das 21h. Em tempos menos violentos, a dupla rodava a cidade em uma moto para cobrir assuntos oficiais do governo, casamentos, chegadas em aeroportos, festas, incêndios e o que mais pudesse virar notícia.

UnknownLo Manh ajudava seu pai na revelação e impressão das fotografias e depois saía para vendê-las, oferecendo as fotos recém impressas para os jornais locais e agências internacionais. Seu porte pequeno e sua cara de criança eram ao mesmo tempo sua vantagem e desvantagem. Era difícil explicar para os policiais o que ele estava fazendo tentando passar suas barreiras. Mas quando se tratava de conseguir o melhor ângulo em meio a uma multidão de fotógrafos, o jovem fotojornalista simplesmente engatinhava por baixo de todos e ficava na frente, cara a cara com a notícia, sem atrapalhar ninguém.

Depois do fim da guerra, Lo Manh Hung se mudou para São Francisco, California, onde abriu sua própria loja de fotografia. Como sua história, a pequena Janna Jihad Ayyad, de 10 anos de idade é considerada a mais jovem repórter da Palestina. Após ver seu tio e seu primo serem mortos quando tinha 7 anos, a menina resolveu pegar o Iphone de sua mãe e filmar os protestos perto de sua casa, sua página no facebook já tem mais de 240mil likes.

O silêncio que se justifica

Por Mariana R. Rufino

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(Rolando Mendoza)

No dia 24 de maio de 2017, atentados terroristas assolaram a ilha de Marawi, Filipinas. Hospitais foram invadidos onde todos foram feitos de reféns, 5 pessoas foram mortas e foi ateado fogo em escolas e igrejas cristãs. Durante todo o tempo a televisão e os jornais se mantiveram calados, poucas informações sobre o ocorrido vinham através das mídias sociais.

As forças armadas das Filipinas fizeram um post no dia seguinte aos ataques, informando que a situação já estava sob controle e solicitando que ninguém divulgasse nenhum tipo de informação, principalmente aquelas que continham táticas de defesa do exército em ação. Eles haviam contactado a imprensa na noite anterior e pediram silêncio para evitar que o acontecimento de agosto de 2010 se repetisse, quando uma notícia na mídia resultou na morte de 8 pessoas e ferimentos graves em mais 7.

Rolando Mendoza, um policial recém demitido, invadiu um ônibus de turistas e os fez de refém a fim de recuperar seu emprego, ele dizia que só sairia dali se fosse readmitido. Após algumas negociações, a policia conseguiu levar comida para os cativos e ele liberou 3 crianças, uma mãe, um diabético e 2 fotógrafos. Todos os passos do sequestrador eram divulgados na mídia. Após horas, a CNN filmou a policia prestes a invadir o ônibus por baixo. Vendo a imagem pela TV interna e se assustando com o fato de que seria pego, Mendoza atirou nos 15 reféns que ali estavam antes de ser morto.

O ocorrido traumatizou as Filipinas e o presidente Benigno Aquino III disse que a mídia piorou a situação ao dar ao sequestrador uma visão perfeita do que se passava do lado de fora. O fato da imprensa ter se mantido quase 100% calada neste ultimo atentado de 2017 proveio de uma infeliz divulgação que resultou num terrível incidente anos atrás.

 

A vítima esquecida do atentado de Boston

Por Mariana R. Rufino

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            (Sunil Tripathi a esquerda e o real suspeito, Dzhokhar Tsarnaev, a direita)

Em 2013, na tradicional Maratona de Boston, duas bombas explodiram perto da linha de chegada. Foi um ato terrorista causado por dois jovens muçulmanos, cujas fotos das câmeras de segurança foram divulgadas 3 dias depois do ataque como pedido de ajuda da policia para reconhecer os suspeitos.

Um dos integrantes do Reddit, rede social com mais de 70 milhões de membros, viu a foto de um deles e logo o associou a Sunil Tripathi, jovem de 22 anos que havia desaparecido há pouco mais de um mês. Ele o reconheceu da página de busca que sua família havia criado no Facebook com o intuito de trazer o filho de volta para casa.

Horas depois a noticia tinha se alastrado de tal forma que milhares de pessoas já conheciam a informação. Além do Reddit, jornalistas do BuzzFeed, famosos do Twitter e outros usuários de redes sociais já compartilhavam como certo que Sunil era um dos terroristas. Sua família recebeu incontáveis ofensas em sua pagina de busca, os obrigando a tira-la do ar, além de inúmeros telefonemas e mensagens ameaçadoras e anti-semitas, mesmo com a família não sendo muçulmana.

O jornalista da NBC, Pete Williams, ajudou a limpar o nome de Sunil divulgando que o rapaz desaparecido não era o real suspeito, no jornal matinal do canal. Todos os que acusaram injustamente Sunil pediram desculpas publicas a família, mas o estrago já estava feito, nada vai apagar as horas de terror e humilhação que a família Tripathi passou. O corpo de Sunil foi encontrado no rio Providence, uma semana depois do ocorrido, ele havia se suicidado.