Categoria: KANE/2SEM13

Liberdade e responsabilidade

Por Celso Cardoso

Ser politicamente correto nos dias atuais parece algo old fashion. Os meios de comunicação não fogem do que agora parece ser regra. No humor, por exemplo, quanto mais incorreto, maiores as chances de sucesso. E se algo foge ao controle, a tão cobiçada “liberdade de expressão” entra em cena como argumento de defesa.  Nada escapa ileso da acidez das piadas, pouco importa se em pauta estão minorias discriminadas. O importante é transgredir. Ser diferente é sinônimo de chatice.

E em nome da liberdade de expressão sobram impropérios, por extensão, na internet. Comentários em posts noticiosos ou nas redes sociais, em sua maioria, são carregados de recalque e desrespeito.  Invariavelmente,  não há tolerância com posicionamentos dissonantes. Fruto de uma onipotência incontrolável fica a sensação de que cada um é dono de uma verdade absoluta e inquestionável.

De acordo com Bauman, na modernidade líquida a hospitalidade dá espaço à crítica. Mas o que há de benção e maldição na liberdade conquistada ainda requer apuração.  O peso da responsabilidade não parece moldar posicionamentos. Pelo menos na “rede” não.

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Política Futebolizada

Por Celso Cardoso

A abertura da Copa do Mundo no Brasil foi marcada não somente pela vitória da seleção brasileira sobre a Croácia, mas também por xingamentos de parte da torcida que tinham como alvo a Presidente da República. O coro envolvendo o nome de Dilma Rousseff foi inquestionavelmente grosseiro, desagradável, mas não necessariamente surpreendente.

Especialmente nas redes sociais é possível observar um comportamento que revela uma certa ‘futebolização” da política. Escolhe-se um candidato ou partido pra torcer e, consequentemente, seguindo uma linha de pensamento típica de torcidas uniformizadas, um rival pra odiar. É inevitável, por este ângulo, o aparecimento de ofensas àqueles que estão do outro lado; invariavelmente, críticas sem qualquer embasamento teórico, informações ou consistência ideológica. Não há discussões sobre reformas, programas ou exercício da cidadania. Apenas um expressar nervoso e escatológico carregado por uma paixão fugaz e vazia. Os posts da internet parecem transformar as eleições num campeonato, sem saber que políticos não são clubes e uma temporada não termina uma vez definido (s) o (s) candidato(s) vencedor (es).

Não por acaso Dilma ouviu na Arena Corinthians coro comumente cantado contra os árbitros, jogadores ou time adversário. Os novos engajados acreditam entender de política tanto quanto entendem de futebol.

A demonização da mídia

A mídia de maneira geral é alvo de constantes críticas. Dos estudiosos, passando pelos teóricos da comunicação, pelo mundo acadêmico, e até parte da própria população, como podemos ver, por exemplo, nas manifestações de junho passado – quando manifestantes desferiram sua ira contra o que consideravam uma mídia manipuladora –, não falta quem condene os meios de comunicação; seja a questão da qualidade, o efeito manipulador de suas respectivas programações ou a intrínseca relação com o poder.

No mundo acadêmico, as considerações são devidamente respaldadas por estudos e pesquisas, fundamentais para uma reflexão profunda sobre as condições que regem a comunicação falada, escrita ou televisada. Quando analisada de um ponto de vista coerente, essas discussões podem trazer muitos benefícios no sentido de compreender o meio e, quiçá, ajudar na possobilidade – quase utópica – de atingirmos um nível de comunicação ética, plural e isenta. Entretanto, o tema tem sido discutido há décadas e pouco mudou neste período. Os mesmos autores ou linhas de pensamentos pautam as discussões em salas de aula das universidades espalhadas pelo país por dezenas de anos, mas, de fato, pouco mudou a realidade da relação da comunicação de massa com o público. Não há novidade ou qualquer perspectiva de solução para a celeuma instaurada. Sobram discussões e indagações. Aproveito então o ensejo e questiono: Seria a mídia realmente esse demônio que se pinta? É vilã ou vítima de um sistema?  Até que ponto a desumanização dos elementos que promovem a comunicação de massa favorece este processo? Demonizá-la é realmente o caminho? Ela impõe condutas ou é reflexo da sociedade na qual vivemos?

Descontextualizá-la do sistema político e econômico é um erro comum e imaturo em boa parte das discussões. Há de se priorizar em proporção semelhante o debate sobre a educação, a formação do público que, do ponto de vista, de mercado – sim, os veículos são empresas, embora concessões públicas –  é o consumidor deste produto.  Só um cidadão consciente e mais exigente é capaz de mudar os rumos da discussão.

Por CELSO CARDOSO

Ainda sobre princesas e heróis.

Por Priscilla Manfredi

Em meu primeiro post aqui no blog tratei da dualidade que se estabelece entre os gostos de meninas e meninos e que acaba por impedir a construção da identidade dos pequeninos e eis que hoje, no momento de minha última postagem me deparo com a peça publicitária que segue anexa. Acho que ela veio a calhar… São estas pequenas mudanças de perspectivas que tendem a melhorar a formação da nossa sociedade!

 


O Ministério da saúde e seu parceiro…

Por Priscilla Manfredi

 

Diante do alarmante número crescente de obesidade entre as crianças brasileiras, o Ministério da Saúde brasileiro concede (há algum tempo) ao Mc Donald’s o título de parceiro da saúde.

Não pude deixar de notar  uma grande semelhança entre mencionado fato e o tema suscitado pelo filme de Orson Welles “Cidadão Kane”. E infelizmente não pude deixar de constatar que tal semelhança não é mera coincidência.

O site Portal da saúde esclarece que o Ministério da Saúde tem como função “dispor de todas as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, reduzindo as enfermidades, controlando as doenças endêmicas e parasitárias, melhorando a vigilância à saúde”, mas na prática o que vemos é apenas o bom e velho poder econômico preponderando sobre toda e qualquer coisa. Até quando?

Para mais informações sobre a parceria travada entre o Ministério da Saúde e Mc Donald’s acesse o link abaixo.

 

 

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/entidades-tentam-barrar-parceria-do-ministerio-da-saude-com-mc-donalds

“You tá the brinqueition uite me, cara?”

Por Giovana Chalegre

É incrível como os assuntos virais começam a fazer parte da vida das pessoas, fazendo com que essas utilizem frases desses virais em seu dia-a-dia. A marca de shampoo Head & Shoulders usou o inglês “embromation” de Joel Santana para desenvolver sua nova campanha publicitária, que ensina a pronúncia do shampoo, destacando suas propriedades anti-caspa: “Ifi you ar a véri muthci caspa man, you revi tu use Head&Shoukders, underistendi?” e desde então, uma boa parte dos espectadores não param de falar as frases do inglês “embromation” em seu cotidiano.

Se até hoje você não se deparou com uma dessas frases, o que é pouco provável, a qualquer momento poderá escutar “You tá the brinqueition uite me” ou “You dog a havi a fone?”, entre outros “chavões” fixados na sociedade.

Lendo o texto de Douglas Kellner “ Cultura da mídia e triunfo do espetáculo” que afirma “(…) a sociedade de consumo e a mídia continuam a se reproduzir através do espetáculo (…)”, fica nítido que qualquer assunto nos dias de hoje pode ser transformado em espetáculo e tornar-se um viral na sociedade.

A felicidade feita pela Coca-Cola

Por Giovana Chalegre

Tivemos em sala a apresentação da obra “Admirável mundo novo” de Aldous Huxley, que descreve determinada sociedade científica, onde as pessoas são pré-condicionadas a viverem em harmonia com leis e regras sociais. Um dos temas abordados na apresentação foi a “Felicidade”, felicidade essa que está presente em campanhas publicitárias, músicas, televisão, rádios etc…

Podemos salientar mais uma ação da Coca-Cola, para enriquecer essa busca em nossa sociedade. Seguindo o conceito em levar a felicidade para seus consumidores, a marca criou um pequeno parque com grama no meio de uma área cinza e cheia de concreto de uma cidade, fazendo com que as pessoas que passassem por lá tirassem seus sapatos, para ganhar uma Coca Cola geladinha e sentir a grama em seus pés.

Assista o vídeo e confira a ação “Roll Out Happiness” desenvolvida pela Wieden+Kennedy Amsterdan.