Categoria: KANE/1SEM16

Preços decolando

Durante essa semana busquei passagens aéreas para poder ir para Porto Alegre no fim do ano. Estava procurando faz tempo, mas parecia que a cada dia os preços aumentavam mais. Mais do que a cada dia, a cada vez que eu entrava no site, mesmo que fossem apenas 3 minutos depois. Achei estranho.A passagem, que custava aproximadamente R$300,00 passou a custar quase R$800,00! Quase desisti de viajar…

Quando me conectei de outro computador já notei a diferença, mas bastou passarem 5 minutos e já subiu de novo.

Decidi procurar por uma janela anônima, aquela que não guarda o que você procurou nem usa seu histórico, e o preço deu super baixo! Mais baixo do que na primeira vez que eu havia procurado. Comprei a passagem. Mas confesso que fiquei um pouco revoltada de ser usada desse jeito. Se eu não lembrasse da janela anônima teria pago quase R$500,00 por nada!


Eu sei que isso é uma estratégia de marketing e que os sites de compras usam desses serviços para lucrar, mas mesmo assim me senti usada. Imagino quantas pessoas pagam esse preço a mais só por procurar por um produto mais de uma vez.
Inclusive agora toda vez que eu abro o aplicativo ele já salvou exatamente a passagem que eu estava procurando.

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Surpresas

Sou formada em Letras e esta pós-graduação é meu primeiro contato formal com a área de comunicação. Quando recebi o programa das aulas de Mídia, complexidade e poder, achei que os conteúdos que seriam abordados acabariam por ser um tanto repetitivos, visto que em minha graduação muitos dos tópicos selecionados pelo professor Dimas já tinham sido discutidos.

Mas que surpresa boa perceber que os assuntos podem ser vistos por tantos ângulos e discutidos de tantas formas que não se esgotam! Novas facetas foram-me apresentadas e os temas ganharam novos significados e sentidos.

Sem dúvida, a forma como as aulas são conduzidas propicia uma boa interação entre os alunos, que colaboram cada um com seu conhecimento. A soma de visões múltiplas resulta em uma discussão pertinente, que abre a nossa mente para abordagens antes não pensadas.

Isso só prova que o conhecimento não tem limites e que sempre podemos aprender mais, mesmo quando achamos que já sabemos bastante sobre determinado assunto.

Fico feliz de ter cursado essa matéria em meu primeiro semestre. Foi um bom começo na área de comunicação.

Seminários

Durante toda minha graduação, fiz tudo o que pude para fugir de seminários. Sempre que possível, escolhi professores cujo método de avaliação englobasse provas e/ou trabalhos escritos e que passassem longe de apresentações orais.

Na pós-graduação, vejo que será difícil não ter de encarar outros seminários. Por isso, tenho tentado trabalhar em minha cabeça que uma apresentação oral não é um bicho de sete cabeças e que o nervosismo não pode tomar conta de mim.

Lembro-me das palavras do professor Dimas e dos comentários dos colegas da sala logo após a apresentação do meu grupo, principalmente as falas dirigidas a mim. É como se fosse um “calma, deu tudo certo” coletivo.

Por isso, este post é, na verdade, um agradecimento. Obrigada por contribuírem para a minha formação e por me fazerem me sentir mais capaz. Espero que em meus próximos semestres eu tenha a mesma sorte que tive cursando Mídia, complexidade e poder com vocês.

Whatsapp

A cada vez que o Whatsapp é bloqueado no Brasil, vejo inúmeras reclamações nas mídias sociais. Meu propósito não é discutir a validade do bloqueio, mas sim a reação das pessoas.

Sem dúvida, esse aplicativo facilitou e barateou a comunicação entre os indivíduos. Eu mesma o utilizo com frequência. Contudo, não entendo o porquê de os usuários reagirem como se fosse o fim do mundo não conseguir enviar uma mensagem, uma imagem ou um áudio por meio do Whatsapp. Sempre me pergunto: por acaso as pessoas não conseguiam se comunicar antes?

Além dos outros aplicativos que podem ser usados para a mesma finalidade, o próprio celular (pasmem!) ainda serve para fazer chamadas e mandar SMS ou MMS. Ou seja, há inúmeras outras formas de se comunicar. Sem contar que sempre podemos interagir cara a cara, o que, convenhamos, é muito mais prazeroso.

Então, por favor, não se desesperem! Vocês vão sobreviver.

Uma nova geração

Por Karinna Taddeo

Às vezes, sinto um desânimo e penso que não vale a pena me desgastar em discussões. Parece que não adianta tentar debater, porque boa parte das pessoas simplesmente não quer refletir e, se necessário, mudar de opinião. As pessoas estagnam-se no seu comodismo e assim se mantêm. Para que criticar o status quo, certo?

Então, ao olhar minha timeline no Facebook num dia desses, vejo que uma amiga postou este vídeo:

Na hora em que assisti, foi como se minha esperança fosse renovada. Ao ver uma menina tão nova questionando esse tipo de coisa, pensei: ainda há esperança! Gosto de ver que a nova geração já começa desde cedo a perceber o mundo de um modo diferente. Acho que isso nos dá mais força para discutir e tentar mudar nossa sociedade.

Por isso, continuemos a discutir, a incomodar e a fazer as pessoas saírem de suas zonas de conforto. Se não for por nós, que seja pelas gerações futuras.

As princesas da Disney

Por Karinna Taddeo

Inspirada por uma discussão de nossas aulas (a esta altura confesso que não me lembro de qual especificamente), resolvi que um dos posts que escreveria seria sobre as princesas da Disney. Anotei a ideia no caderno, para não esquecer, e agora finalmente a ponho em prática. É claro que o tema pode ser muito mais aprofundado, mas apresento aqui uma breve análise.

Acredito que provavelmente todos da turma sabem da existência dessas princesas na infância das crianças, principalmente das meninas. O que boa parte de nós nunca parou para analisar é como essas personagens são construídas e apresentadas ao público infantil.
Consideremos as princesas mais conhecidas de nossa juventude: Cinderela, Branca de Neve, Aurora (A Bela Adormecida), Ariel (A Pequena Sereia) e Bela (A Bela e a Fera). O que elas nos mostravam?

Comecemos pela Cinderela. Como sua mãe já tinha falecido, seu pai se casa de novo e morre, cabendo à viúva a tutela da enteada. Sua madrasta e as filhas dela a maltratam por inveja e transformam-na em uma empregada. A opressão domina a Cinderela e sua realidade só é efetivamente alterada quando um príncipe aparece em sua vida.

A próxima da lista é a Branca de Neve. Mais uma vez, um caso de madrasta versus enteada. A Rainha Má sente inveja da beleza da menina e então a envenena. Um típico caso de competição feminina, que infelizmente é perpetuado até os dias de hoje. Mais uma vez, quem resolve tudo é o bom e velho príncipe, que a beija enquanto ela dorme (não vou discorrer sobre o quão errado é beijar uma pessoa inconsciente para não me estender mais).

Continuemos com a Aurora. Por não ter sido convidada para o batismo da criança, a bruxa Malévola amaldiçoa a menina. A princesa passa boa parte do filme dormindo e seu final feliz só acontece quando um príncipe, a quem já estava prometida desde seu nascimento, a beija enquanto ela dorme (assim como em Branca de Neve).

Sigamos com a Ariel, uma sereia que se apaixona por um humano e que aceita mudar sua identidade apenas para poder se casar com ele. Ela é enganada pela bruxa Úrsula, que dá pernas à sereia contanto que ela perca sua voz, já que sua principal aptidão é cantar. Apesar de não ser passiva como as princesas anteriores, ela concorda em alterar sua aparência para conquistar um príncipe que acabou de conhecer.

Por último, temos Bela. Entre as princesas anteriores, ela é a mais independente, inclusive oferece-se para ficar no lugar do pai, aprisionado pela Fera em seu castelo. No entanto, apesar do que sofre ao viver em cárcere com o monstro, a Bela se apaixona pelo seu sequestrador. A expressão “síndrome de Estocolmo” lhe parece familiar?

Princesas2

Principes

Após a análise das características individuais, pensemos no que todas têm em comum. São brancas, lindas, magras e castas e seu final feliz só acontece quando elas conseguem encontrar seu príncipe encantado (que por sinal também é lindo, alto e magro, com o adicional de ser rico). Pronto! A complexa existência humana é simplificada e reduzida, e o casamento é o happy ending para todas as princesas, como se nada de relevante acontecesse após o matrimônio.

É claro que o público infantil, ao assistir a esses filmes, não fará as mesmas interpretações que um adulto. Além disso, muitos filmes desse segmento vêm sendo adaptados para a realidade contemporânea, de forma a adequar o discurso às questões mais em voga atualmente. Mas, apesar disso, não seria adequado informar às crianças que nem todos os comportamentos das princesas devem ser imitados? Cabe a nós discutir com os pequenos o conteúdo produzido pelas grandes empresas, de forma que seja diminuída e criticada a influência que companhias como a Disney exercem.

Fonte das imagens: http://subvertidas.blogspot.com.br/2012/06/licoes-de-genero-da-disney.html.

O anti-herói de cada um

Por Karinna Taddeo

A série Breaking Bad sempre me fez pensar sobre a complexidade do ser humano.

O personagem principal é acometido por um câncer no pulmão cujo tratamento tem custo elevado. Preocupado com sua saúde e com o bem-estar da família, o professor Walter White emprega seus conhecimentos químicos na produção de metanfetamina. Pouco tempo depois, ele consegue juntar o dinheiro para o tratamento, mas mesmo assim decide continuar com sua atividade ilegal. A sua insatisfação com a carreira e a instabilidade financeira contribuíram para que a faceta escondida de Walter fosse revelada.

É interessante observar como a série retrata a ambição, a vaidade e o orgulho desse personagem. Ao longo dos episódios, vemos a desconstrução do caráter moral do professor, que acaba virando um anti-herói. O que começa como “um mal para um bem maior” evolui para um comportamento egocêntrico aguçado por uma morte iminente.

Transportando essa ideia para a realidade, pensemos, por exemplo, em alguns políticos que, no passado, lutaram por uma sociedade mais justa e que, hoje, estão envolvidos em esquemas de corrupção. Em que momento o anti-herói venceu o herói nessas pessoas? Em que momento a ética foi derrotada?

Esses questionamentos me provocam uma reflexão um tanto estarrecida: qual seria o nosso gatilho? Em que situação nosso anti-herói se revelaria?

Espero que nunca descubramos a resposta.