Categoria: Giovana Natale P. Pedrozo

Eis a questão para o amor próprio

Por Giovana Natale

Eis um pequeno texto para um vídeo tão impactante. Que tal acordar e se perceber bem consigo mesma? Ter amor própria e acreditar que o que é transmitido na mídia não passa de uma ilusão pré-estabelecida para a venda de produtos da indústria cultural?

Que tal perceber que aquele estereótipo do corpo perfeito não existe e é você que decidi o que é perfeição? Frustrações e decepções por conta da sua aparência, não leva a nada. Você é linda, por ser você.

Sou mulher e dai?

Por Giovana Natale

Durante séculos, as mulheres foram reprimidas e subordinadas ao mundo machista. Entre uma divisão de papéis de gênero, o homem era a figura que tinha o dever de trabalhar e ser apto de ter todos os direitos que a sociedade engloba, e a mulher, devia ser a dona de casa e cuidadora de seus filhos.

Na sociedade ocidental atual, essa maneira de pensar ainda é imposta e sofrida, não só entre as famílias tradicionais, como também é apresentada de uma forma escancarada entre publicidades e a mídia tradicional. A mulher é caracterizada como uma pessoa frágil, que precisa se vestir adequadamente para não sofrer assédios sexuais, ter a função apenas de gastar dinheiro entre esse universo consumista e de arranjar um marido para ter uma vida que é representada em propagandas de margarina. Um fato que é moldado frequentemente pela sociedade e que é caracterizado de uma maneira opressora entre esse mundo que a mulher está habituada a conviver.

Você nasce designada a arranjar um homem que esteja ao seu lado e que te projeta, e a decisão de querer ser independente é malvista, sendo que fomos programadas, segundo nossa cultura, a sermos uma referência de mãe, filha e de dona de casa. O não ter um namorado ou marido, faz com que a mulher sofra uma enorme pressão para ter aquilo, e muito delas começavam a entrar em relacionamentos que não são satisfatórios, para serem bem vista. Aí começa o tal do relacionamento abusivo.

O que é um relacionamento abusivo? Estava vendo alguns vídeos no youtube e me deparei em um chamado “Não tira o batom vermelho” e pela minha curiosidade, comecei a assistir. Ele basicamente te mostra quando você está em um namoro ou em um casamento que é totalmente insatisfatório, e aponta fatos em que a pessoa que está ao seu lado, preza por isso e quer que você se sinta mal ao ponto de pensar que ninguém, além dele, vai querer uma pessoa tão infeliz como você.

Achei um ponto de encaixe entre os temas do machismo e o relacionamento abusivo, que é esse de querer reprimir a pessoa que está ao seu lado e de fazer julgamentos, como falar da roupa que está usando ou se referir ao seu passado para te menosprezar como pessoa.

Assista o vídeo a seguir:  Não tira o batom vermelho de JoutJout Prazer:

A homofobia brasileira

Por Giovana Natale

“A mídia reforça a homofobia negando representatividade à população LGBT”. Frase de destaque retirada da notícia dada pela Revista Carta Capital, em meados dessa semana, que apresenta como a mídia brasileira pode ser cúmplice de atitudes homofóbicas e como a televisão, principalmente a aberta, trata o tema com inúmeros preconceitos.

Em meio a diversos episódios de brutalidade contra homossexuais, um que veio à tona esse mês, foi o caso de um ataque homofóbico que matou mais de 50 pessoas em Orlando, nos Estados Unidos. E a principal questão apresentada pela revista consistiu em mencionar o representante  a opinar sobre o massacre, que nada mais nada menos, foi o Papa Francisco da Igreja Católica. Mas e se fosse aqui no Brasil? Quem opinaria? Ou melhor, como seria a visão da mídia brasileira sobre tais acontecimentos?

 Segundo, o jornalista e pesquisador Irineu Ramos Ribeiro, o mesmo acredita que esse tema da homoxessualidade, não é tratado de uma forma natural e é dialogado com características bastante preconceituosas. Programas como a Zorra Total da Emissora Globo e a transmissão da parada gay em São Paulo, Ribeiro diz que, “a cobertura ainda é preconceituosa, visa associar gays a comportamentos de risco, utiliza de caricaturas primárias para fazer humor e, quando tenta cobrir manifestações gays de peso como a parada, acaba caindo em mais numa representação ligada ao consumo que propriamente homossexual.”

Uma maneira totalmente diferente do que é visto, por exemplo, nos Estados Unidos, onde atrizes como Ellen DeGeneres, que assumiu sua homossexualidade na década de 1990, é hoje em dia umas das figuras mais populares e influentes da TV americana.

Entre tantos preconceitos homofóbicos, deixo uma frase “Ser gay não é ter dor, é ser igual, é ser livre”.

A moda e seus dilemas

Por Giovana Natale

A característica cabide é a imagem principal em que uma modelo se classifica. Mulheres, bonitas, fotogênicas e ligeiramente magras, são procuradas e encontradas por olheiros da moda frequentemente. Mas será que são todas que aguentam a pressão das passarelas? Será que quem aceita tais cobranças, querem uma aprovação estética da sociedade ou da mídia que motiva isso?

Estava visitando alguns blogs de moda para encontrar algumas tendências de roupas para o inverno, e me deparei com algumas imagens de modelos magérrimas desfilando em grandes passarelas, para renomadas marcas do mundo da moda e pensei, porque não falar um pouco dessas meninas que se esforçam tanto para chegar ao peso ideal que a mídia padroniza como beleza, e que algumas acabam sofrendo de uma doença tão perturbadora e mortal que é a anorexia.

No Brasil, a cada 100 mulheres, 2 a 4 sofrem e possuem sintomas da anorexia. Modelos famosas, como a Isabelle Caro, de nacionalidade francesa, morreu em 2010 decorrente ao trágico histórico dessa doença. A mesma fez algumas campanhas, antes de sua morte, contra esse padrão anoréxico, tentando mostrar o quanto sofreu para se tornar uma modelo exemplar.

Para que tudo isso? Mulheres sofrem diariamente influências midiáticas e influências do padrão ditatorial da moda, sem ao menos se questionarem. Não apenas modelos tentam regimes rigorosos para alcançar o tão sonhado 60 cm de cintura, mas também mulheres comuns que querem caber naquela calça jeans de marca ou naquele body sem qualquer tipo de marca de gordurinha extra.

Eu realmente espero, um mundo em que a mulher possa ser livre para ter o peso que quiser, e que possa ser quem quiser, e mesmo assim continuar linda da sua maneira.

O espetáculo do mundo da internet

Por Giovana Natale

Ao ler o texto Cultura da mídia e triunfo do espetáculo, de Douglas Kellner, dá para entender um pouco melhor essa tão atual sociedade em que vivemos. Em um mundo em que a publicidade traz ao seu público, uma forma em que o mesmo apenas sonhe e idealize aqueles produtos, sem ao menos se questionar se aquilo realmente vale a pena se pagar em prestações infinitas. Em um mundo em que a mídia distorci suas notícias dadas, para ansiar em seus espectadores o querer, sem realmente pensar no bem-estar e na necessidade do indivíduo. Em um mundo em que as pessoas não se reconhecem mais, não conseguem mais alcançar suas próprias identidades, e apenas idealizam o ter do que o ser.

Um exemplo disso é visto entre o mundo de blogueiras e youtubers. Consideradas ícones fashions por milhares de jovens, as mesmas passam tendências atuais da moda, de uma forma diferente em que a publicidade e a mídia tentam transmitir. Algumas blogueiras, são vistas por milhares de visitantes em apenas um dia, seguidas por redes sociais como Instagram, Canais do Youtube e o Facebook, tendo atrás delas anunciantes e marcas em que querem um contato direto com suas consumidoras. Essas meninas, fazem resenhas de produtos de maquiagem, propaganda de roupas de marca e até mesmo mostram seu dia a dia no aplicativo do Snapchat.

Formas em que a publicidade cria para vender melhor seus produtos, colocando meninas comuns e bonitas, de classes sociais média-alta e que demonstram ter uma vida perfeita, onde muitos idealizam alcançar. Mas será que todo esse “glamour” é realmente real? Será que o ter, vai fazer realmente que você chegue na tão esperada “felicidade plena”? Fica a reflexão.

A distopia de um mundo novo

QuickMemo+_2016-05-04-21-44-10

Admirável Mundo Novo (Brave New World), foi escrito por Aldous Huxley, um jornalista provindo a aristocracia, em 1932. Na época, a obra, que trabalha temas como coletivismo e força de trabalho alienada se mostraram como uma crítica ao desenvolvimento acelerado dos campos da tecnologia e ciência e analisa um panorama negativo sobre o amanhã das relações trabalhistas, uma vez que a narrativa retrata uma sociedade controlada em todas as esferas possíveis, envolvendo a biológica – todos os humanos são gerados artificialmente -, psicológica (os trabalhadores são incentivados a consumir drogas que alteram o humor, denominado soma) e social, uma vez que os cidadãos são definidos por castas.

Dentre as críticas presentes, também é possível analisar uma consideração negativa ao sistema de produção fordista, criticando que tal formato ultrapassou as barreiras comerciais e industriais a ponto de ser implantado na reprodução da espécie humana. Além disso, todos os indivíduos gerados são condicionados a ponto de se sentirem obrigatoriamente felizes dentro de sua determinada hierarquia social.

Esse paradigma é quebrado quando a obra nos apresenta, de forma contrastante, a uma das últimas sociedades naturais presentes no universo retratado, onde o espaço físico e os indivíduos são tratados como animais em extinção em um cativeiro, ou ainda, em um zoológico. É assim que o personagem Selvagem é introduzido. Ele não passa de um animal de circo para aquela sociedade altamente tecnológica. Muito do desenvolvimento da narrativa se deve ao choque de culturas entre Selvagem e aquele mundo artificial.

Bernard, por outro lado, é uma cria artificial. Contudo, circunstâncias especiais em sua concepção o tornou diferente. Ele se mostra como uma espécie de contraparte para o Selvagem. Bernard é independente do pensamento coletivo presente naquela sociedade e não concorda com as práticas uniformizadas presentes nela, ao contrário de Selvagem, que por livre e espontânea vontade quer ser introduzido nela.

A obra de Aldous Huxley é uma distopia. Dessa forma, ao contrário de uma Utopia, considerado “um mundo para se almejar”, distopia nos soa como uma placa de aviso. Não é uma previsão imutável. É uma realidade em potencial que deveríamos lutar para evitar.