Categoria: Everton Heleno M. Pereira

Sob Controle

Por Everton Martins

A mídia sempre cria novos estereótipos para ter uma forma de nos controlar. Seja em moda, alimentos, jogos em todo lugar vemos uma maneira de domínio. Algumas vezes, podemos até não perceber precisamente, mas pouco a pouco somos contidos e a mídia exerce uma lavagem cerebral para obter o controle. É de fato que em muitas ocasiões pensamos ter o controle quando na verdade somos apenas manipulados. Parece mentira, mas não é.

Quando vemos programas de reality show como Big Brother e enquetes sobre algum tema que esteja sendo veiculado na sociedade. Nota-se que dependendo do corrido pode ter uma porcentagem enorme, mas ao ver o resultado fica um efeito que não impressiona. De modo que a mídia tem todo um planejamento que faz com que obtenhamos o poder de votar e através disso nos sentimos a frente sobre uma situação.

No clipe “The Vengeful One” da banda Disturbed, relata como a mídia é controladora e como a população é hipnotizada sem esboçar nenhuma reação. O controle é feito numa enorme indústria onde os apresentadores são meros robôs criados com a função de noticiar em todos os idiomas desastres, guerras, fome. De forma irônica, uma funcionária chamada Esperança entra na sala para servir um café e é devorada pelos funcionários, fato a ilusão que a esperança é a última que morre.  Então quando tudo parece perdido vem do espaço o messias negro para salvar a humanidade.

Bem, não precisamos que venha alguém do espaço para nos amparar, mas precisamos observar bem o que a mídia veicula para entender se sua intenção será difundir ideias ou finalidades próprias.

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Consumismo pela marca

Por Everton Martins

Parece que o brasileiro tem um certo receio em apoiar os produtos nacionais. Não é de se estranhar que vemos comerciais de marcas internacionais e se surpreender com o investimento feito enquanto o nacional não possui o mesmo impacto. Um exemplo é a Coca Cola que investe muito e sempre inova com propagandas ousadas enquanto a Dolly que é nacional observamos o mesmo comercial todo ano. Isso mostra que o marketing, de certo modo, não busca opções eficazes de chamar a atenção a ponto de convencer que o produto nacional pode ser melhor que o internacional.

Um fator que pode mudar o âmbito disso seria a economia. O país passa por uma séria crise financeira e na situação que se encontra qualquer tipo de economia faz uma diferença considerável. Por isso seria natural a população optar por produtos nacionais mesmo que paguem menos apenas para não ter que ficar sem o produto.

De certo modo torna- se viável comprar um produto que se conhece mesmo sendo mais caro, porém ciente que tem qualidade e vai lhe trazer uma satisfação que fez uma boa escolha do que aderir a algo que não seja digno de confiança. Entretanto o que pode mudar a situação está diante de nós a todo momento: a mídia. Apesar de complexa, a mídia exercer um poder surpreendente que pode influenciar muito a opinião de um ou mais produtos.

Vamos nos valorizar?

Por Everton Martins

Se lhe perguntam o nome de um fast food qual lhe vem à mente? Creio que imaginou Mc Donalds e Burguer King por exemplo, mas já se perguntou e de uma rede de fast food  nacional? Temos o Bobs. Vale ressaltar que o país absorve cada vez mais a cultura americana por meio de roupas, calçados, alimentos que se expandem e torna difícil a uma versão brasileira impor seu espaço e concorrer de igualdade.

Grandes sucessos dos cinemas no país vêm de superproduções americanas e nem tem como comparar as bilheterias nacionais com os filmes de Hollywood. Também por gerar lucros com música, alimentos e brinquedos. Apesar de sermos consumistas da cultura de outros países, temos de saber valorizar a nossa cultura. Possuímos uma rica diversidade de cultura que para quem ao visitar nosso país fica encantado com tanta qualidade que para nós pode não parecer.

É fácil citar produtos nacionais que deixam qualquer turista com vontade de quero mais. Nossa feijoada por exemplo, surgiu na época da escravidão e até hoje é um prato típico e que todos adoram. Pareceu simples? Mas para quem vive em outros países cujo os hábitos são totalmente opostos se torna uma divindade. Devemos valorizar o que temos, pois, nossa cultura não surgiu por acaso, cada fato tem uma história rica por trás e que hoje existe para que possamos admirar.

Tudo ao seu tempo

Por Everton Martins

A vida é como uma caixinha de surpresas. Quem já não ouviu essa frase né? Pois bem, a cada momento somos surpreendidos com estes fatos que marcam para sempre nossas memorias. Eu, recém completado 27 anos no fim do mês venho buscando novos patamares que me complete como agora onde tento concretizar mais uma etapa acadêmica.

-Ei Everton!!!

– Ah? Quem é???

– Sou você, o Everton de 17 anos, consegui falar contigo.

– Espere, como assim você é eu?

– Haha não importa, eu só quero saber se eu daqui a dez anos conseguir atingir as metas que estabeleci já que entrei na faculdade.

– Hum, ok, olha Everton nem todas, mas você enfrentará o medo de Epicuro e no tempo de Kairós vai se surpreender.

– Epi o que? Kairós? Como assim?

– Haha calma no tempo certo você vai entender e não desista por mais difícil que seja a situação.

-Hey, Evertons tudo bem com vocês?

– Quem é?

– Sou vocês, o Everton de 37 anos, passei para lhes avisar que terão muitos desafios, algumas lamentações, porém muitas conquistas. A vida pode parecer complexa em alguns momentos, mas vocês têm o poder em suas mãos que é o conhecimento para seguir em frente e contará com a ajuda amigos e professores para orientar ao rumo certo dos objetivos.

– Puxa vejo que daqui a 10 e 20 anos terei muito o que aprender.

– Sim Everton, ainda estou na metade do caminho e estou curioso para saber o que me aguarda daqui a 10 anos.

– Evertons me disperso de vocês, o futuro os aguarda se cuidem.

– Ok, Evertons até daqui a 10 e 20 anos, fui.

Passado, presente e futuro se intercalam de uma forma incrível. Um caminho escolhido pode mudar não apenas o presente como influenciar no futuro e se refletir no passado. Ninguém sabe o que nos espera, mas o imprevisível se torna agradável para busca de novos caminhos nesse horizonte sem fim.

Publicidade: A perfeição diante dos olhos

Por Everton Martins

Existe perfeição? É uma pergunta difícil de responder, mas quando observamos um outdoor, comercial de TV parece que a resposta é sim. A publicidade tem tantas maneiras de mostrar que existe essa perfeição que parece que somos de outro planeta e para se enquadrar nesse mundo que a publicidade mostra temos de “ dar um jeito” senão somos considerados imperfeitos.

Então vem um problema: ter o autocontrole.  Pois bem, a publicidade vai lhe vender a felicidade, uma felicidade instantânea até o momento que você consumir para que então venha e lhe mostre um novo produto/versão/modelo mais atualizado do que você adquiriu. Se a pessoa for impulsiva, possui a tendência de ter prejuízos financeiros. Até mesmo em tempos de crise existe toda campanha para o consumo. A publicidade excita para mostrar que a mercadoria tem melhor qualidade das demais. Oliviero Toscani, no livro “A publicidade é um cadáver que nos faz sorrir”, já dizia “ Quando o público preocupado, procura a qualidade, o resistente, o durável e acaba por compreender como é idiota consumir desenfreadamente. ”

Para a publicidade seremos sempre imperfeitos para que ela possa persuadir que temos como melhorar seguindo suas orientações. Muitas vezes acabamos por acatar a opinião da publicidade para não ser diferente dos demais, fato que pode fazer perder a nossa identidade. Ser diferente não é ruim, é mostrar algo novo, original e através disso podemos combater os estereótipos impostos pela publicidade. Por isso fica a pergunta a perfeição está diante dos nossos olhos ou dentro de nós?

Para refletir

Por Everton Martins

Quando você foi ao mercado e em algum momento comprou coisas a mais do que necessitava ou precisava? Certamente ao ver o produto achou relevante para o seu consumo, mas se perguntou se era realmente indispensável? Acontece que quando estamos no mercado, por exemplo, somos levemente seduzidos por um ambiente agradável que se torna atrativo de passear e olhar os produtos e serviços com calma.

Um outro exemplo é a tecnologia. Se adquirimos um celular novo e por acaso ele quebra ao levar para o concerto nota- se que em muitas ocasiões ao avaliar o preço da manutenção se torna relevante comprar um novo aparelho. Muitas vezes gera uma instabilidade econômica pois o consumo mostra que temos de realizar até o impossível para obter o produto. Isso gera dívidas dos quais poucos mantém o compromisso com os pagamentos.

Para evitar maiores transtornos temos que nos prevenir com algumas dicas simples que fazem uma grande diferença como por exemplo: realizar um planejamento sobre o que adquirir, ter um autocontrole das próprias necessidades, fazer você mesmo, em termos gastronômicos requer uma diferença formidável. Isso irá ser refletir numa educação para o consumo e resgatar a subjetividade como consumidor.

A tecnologia além do tempo

Por Everton Martins

Atualmente vivemos em um mundo cada vez mais tecnológico. Temos novos avanços científicos que fazem com que a vida seja mais simples de viver. Antigamente o homem tinha um medo instaurado por ele mesmo que não o permitia avançar isso impossibilitava na busca de novos métodos de sobrevivência.

Mas o homem sobre encarar este pavor e buscou a receita para a felicidade, assim como Epicuro enfrentou seus medos e seguiu o tempo de Kairós e tomou a decisão de buscar o melhor. Quando a tecnologia surgiu foi um meio de auxiliar o ser humano na melhoria de sua produção. Porém o mundo se expandiu e com tantas tecnologias que existem no dia a dia é possível conhecer o mundo sem sair de casa, graças a internet sabemos o que acontece, por exemplo, no Japão.

Em um futuro próximo as maquinas podem ocupar toda a mão de obra e o ser humano se isolar de tudo por não querer abrir mão de seu conforto. Imagine se as maquinas que construímos se revoltassem contra nós? Parece coisa de ficção cientificas, mas por que não imaginar essa hipótese? No filme Eu, robô,2004, diretor Alex Proyas, fala da era dos robôs que são construídos pela empresa USR e cada um deles é criado de acordo com as três leis: 1) Um robô não pode pôr um ser humano em perigo. 2) Ele deve obedecer às ordens dos humanos. 3) Ele pode se defender. Porém o assassinato de um dos criadores dos robôs coloca um detetive que não acredita nos robôs e isso o faz com que defronte com a empresa USR. Não podemos dizer que isso possa acontecer, mas senão impomos um autocontrole com a tecnologia deixaremos de ser humanos para ser consumidos pela nossa própria mercadoria.