Categoria: ADMIRÁVEL/2SEM13

Espiral do silêncio ou da falta de coragem?

Por Carolina Pacheco

espiralExiste uma tendência de acompanhar a opinião da maioria das pessoas e percebe-se isso nitidamente nas redes sociais, conversas no trabalho e outros círculos que frequentamos.

Isso pode acontecer por medo do fator isolamento, isto pelo fato de, em geral, a sociedade exigir certa conformidade com o tema em discussão.

É muito difícil quando uma opinião é circulada em público ver alguém que se destaca pela oposição sobre o tema, ao contrário, ou concorda, ou se cala.

A questão é: esse cenário tende a estar mais perto da espiral do silêncio defendida pela mídia ou pela falta de coragem que as pessoas têm desde que começam a aprender na escola a respeitar a opinião do professor e acatar o que ele diz ou pensa como verdade absoluta?

Em minha opinião falta coragem para se posicionar e capacidade para argumentar sua oposição e isso torna a sociedade cada vez mais calada.

As recentes manifestações têm demonstrado que a sociedade quer falar… mas, por outro lado, se calam perante as indagações de redes sociais, comentários da TV e tudo mais que rodeia o ‘meio’.

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Os 3 saberes!

Por Carolina Pacheco

Na faculdade aprendi muitas coisas, mas entre elas, uma mágica ensinada pela educadora Renata Kassis que, por sua vez – e não podia deixar de mencionar isso aqui – foi educada por Paulo Freire (sem palavras).

Essa coisa mágica que eu menciono e jamais vou esquecer é algo muito usado pelas empresas para considerar um bom colaborador, mas para mim é essencial usar também na vida real: os três saberes!

Os 3 saberes são: O saber ser, o saber fazer e o saber agir.

De acordo com Gondim & Cols (2003), o saber ser está relacionado com características pessoais que contribuem para a qualidade das interações humanas no trabalho e a formação de atitudes de autodesenvolvimento; o saber fazer se refere às habilidades motoras e ao conhecimento necessário para o trabalho e o saber agir se aproxima da noção de competência, ou seja, capacidade de mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes para o trabalho.

Diferenciar esses saberes e saber se posicionar frente à cada um deles é essencial e deveria ser aprendido na escola quando, hoje, aprendemos apenas a ser, a pensar e, principalmente a pensar contra o próprio pensamento aprendendo a enxergar as coisas como dita a sociedade.

Por Carolina Pacheco

Não existe amor em SP

Foto tirada por Carolina Pacheco na cidade de Osasco, SP.

Não existe amor em SP” já é uma frase muito conhecida e divulgada pelo rapper Crioulo. Tomou conta das paredes da cidade com os grafites e das rádios e internet com o som que descreve a cidade:

“São Paulo é um buquê

Buquês são flores mortas

Num lindo arranjo

Arranjo lindo feito pra você

 Não existe amor em SP

Os bares estão cheios de almas tão vazias

A ganância vibra, a vaidade excita

Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel

Aqui ninguém vai pro céu”

Uma outra frase da música que traz reflexão: “Não precisa morrer pra ver Deus… Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você” Isso também relata a certeza sobre como a arrogância de São Paulo toma conta, inconscientemente, das pessoas que vivem nessa cidade. É como o próprio brasão diz… “Non ducor, duco” (Não sou educado, eu educo) reforçando ainda mais essa posição. Mas… como muita gente ama SP deixo a frase da Valeska para finalizar esse tema: a beleza também está na imperfeição.

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Docta Ignorantia!

Por Carolina Pacheco

Existe uma música da trupe conhecida como O Teatro Mágico que diz “Os opostos se distraem, os dispostos se atraem” e automaticamente pensei nisso quando falamos sobre a especialização das coisas e a compulsão por ser um especialista quando, na verdade, um especialista nada mais é do que alguém que conhece o detalhe de uma coisa só!

O conceito que usamos é “você rá tão especialista em uma coisa pequena que não consegue enxergar o macro das coisas, ver o todo” e, em minha opinião, é isso que reflete no trecho da música porque se torna tão embebido na sua especialidade que passa a ser oposto ao outro e se distraindo ao invés de se juntar, de saber mais, aprender sobre novas coisas, ser “multi skill”.

É a dita inteligência cega em que você não vê o contexto, só o texto. É o saber que não se sabe!

Sobre a música… é mais romântica que tudo, mas se quiser apreciar:

Complexus!

Por Carolina Pacheco

Sabemos que é complexo juntar muitas ideias em uma só e muito mais complexo ainda quando essas ideias vêm de pessoas diferentes – presenciamos muito isso na escola, faculdade, emprego e outros lugares que frequentamos.

Falamos algumas vezes sobre o conceito de “costurar” que é isso de arrematar ideias e, vindo de uma família com 3 “Marias” crocheteiras (minha mãe e mais duas tias que chamam-se “Maria”) não podia deixar de usar o que aprendi com elas: Aproveitar e juntar! Isso que as fizeram trabalhar em muitas colchas de retalhos de crochê com as sobras de linhas de outras peças como blusas, mantas de bebê, cachecóis etc.

Retalhos

Nesse único conceito aprendo a não desperdiçar coisas, ideias e pensamentos assim como sempre refletir sobre a música de O Teatro Mágico que diz “por que é que não se junta tudo numa coisa só?”.

Podendo aproveitar os pontos de vista também construímos uma sociedade maior e mais forte, com menos guerras de tribo e mais solidariedade e isso acontece porque quando acreditamos num ponto de vista único e exclusivo se enxerga só de uma maneira, preso a uma única realidade.

Esse conceito de ponto de vista também pode ser observado no filme “Pontos de vista” em que um crime acontece e é visualizado em vários ângulos, por pessoas diferentes: “É somente quando começamos ver a perspectiva de cada pessoa sobre os mesmos 15 minutos antes e imediatamente depois do tiro que a verdade aterrorizante por trás dessa tentativa de assassinato é revelada.”

O que realmente importa?

Por Carolina Pacheco

O documentário “The corporation” (A corporação, em português) relata em determinado momento a história sobre a empresa que vendia leite adulterado e a notícia sobre o tema foi cancelado pela FOX por poder ser prejudicial à imagem da empresa. Nesse documentário uma frase que chama muito a atenção é “Eu digo o que é notícia” proclamada por um dos responsáveis pela programação dessa emissora em que o contexto demonstrava o quando não importa o que é verdade, mas o quanto a notícia é vendida e o quanto as pessoas vão acreditar ao ver alguma divulgação.

Pensando nisso, me lembrei de uma cena do cotidiano e que, mesmo que em outro contexto, transmite a mesma sensação do que é a mídia para a sociedade pensante… vou contar pra vocês:

Um dia lindo fui com a minha irmã para um show da minha banda preferida (O Rappa, para quem não sabe) e o trajeto até lá foi de trem, CPTM mesmo… um cara veio pedir dinheiro porque estava sem trabalho etc – histórias que se repetem e que já conhecemos… Ele disse uma frase que me marcou muito:

…porque hoje eu tô pedindo — pausa — e amanhã eu vou pedir de novo…mas não importa o que eu falo: Importa é o que você acredita”.

Porque em verdade é assim para quem decide isso… não importa o que a mídia vende, importa é a aquilo em que as pessoas acreditam.

O triste é saber que as pessoas geralmente acreditam em tudo que veem!

Obs. Sim, nós demos um troco para o cara! E, sim, eu concordo com ele!

O poder da mídia: Em todo lugar!

Por Carolina Pacheco

Saber que a mídia já tem poder sabemos faz tempo, mas o que pouco observamos é como a mídia é influenciadora em todo lugar que ela está e como a própria mídia aborda essa ação. Já vimos isso com um filme, música e, agora… um episódio de desenho, mas não um desenho comum: Simpsons!

O episódio abaixo faz uma crítica ao que é divulgado na TV.

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Os Simpsons – 18ª Temporada Episódio 22 – O Massacre do Depoimento de Kent.