Categoria: ABUTRES/1SEM14

Bom humor

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Estreia?

Por Fabio Pereira de Lima

Como descreveu Edgard Morin na sua obra “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro” a pseudo-racionalidade domina a sociedade e ela está presente em todos os âmbitos da vida cotidiana. Tal conceito se faz presente, também, no cinema.

A divisão e a especialização do saber global trouxeram avanços e benefícios gigantescos, porém, trouxeram também, uma maneira de pensar o mundo através do princípio da redução. E dessa forma se pensa, produz e distribui a indústria global da sétima arte.

Em cartaz sempre os mesmos filmes. Mudam-se os nomes, mas a fórmula é a mesma. Chegam até parecer inerentes aos gêneros determinadas sequências e/ou uso de elementos gráficos e sonoros. Por exemplo, não ter um disparo de arma de fogo em um filme de ação é uma afronta!

Economicamente o pensamento reducionista no cinema tem se justificado. Bombas, sustos e sangue atraem espectadores e os lucros, consequentemente, são astronômicos. Porém, a mesmice das fórmulas e excessivos “remakes” ocultam o imprevisto, a invenção. O novo. Reduz o poder, já subestimado das telonas, em mexer com as diversas emoções humanas de maneira profunda, verdadeira e, principalmente, complexa.

O terceiro remake do filme japonês Godzilla está em cartaz nos cinemas.

Mais do mesmo: O segundo remake do filme japonês Godzilla está em cartaz nos cinemas

Haja Paciência!

Por Natália Gallego

 

 

A internet está cheia dos SABE-TUDO!

São pessoas especialistas em julgar a tudo e a todos, e principalmente condenar. Qualquer pessoa está sujeita a erro, mas poucos lembram que erram também. Nos comentários em sites e principalmente no Facebook, apontam o dedo e chamam de “lixo”, “bandido”, “assassino”, acabam com a vida dos outros com tanta raiva, mesmo sem conhecer o acusado ou investigar o outro lado. (ah isso dá trabalho!)

Nem a imprensa escapa dos sabe-tudo, que se acham jornalistas, professores, advogados… Qualquer tragédia noticiada o dia todo pela imprensa, é chamada de sensacionalista. Mas estão todos ligados nos portais, consumindo; ligando a TV e assistindo; abrindo os jornais e lendo…
Para piorar, surgem entre os sabe-tudo os humoristas anônimos da internet. Criam páginas para atacar todo mundo em nome do “humor” e da “democracia”.

Um monte de “profissionais da comunicação” que não tem coragem de aparecer e são encorajados por muitos irresponsáveis, que adoram “curtir” e consumir este tipo de coisa – até, é claro, ser a próxima vítima deles. Mas se uma entidade filantrópica criar uma fan page e pedir para as pessoas ajudarem, conte nos dedos quem vai compartilhar alguma coisa.

Se todos os sabe-tudo e “humoristas” anônimos ajudassem alguém de verdade ou tomassem alguma providência concreta para resolver problemas de sua cidade e do País… Ahhh seee….

Reclamar ou se esconder atrás de um monitor de computador é fácil.

Haja Paciência!!!

As Teorias de Manipulação

Por Natália Gallego

A manipulação da mídia é sempre um assunto delicado de ser abordado, há várias teorias sobre o tema e a intenção não é afirmar casos de manipulação, pois não há como provar, mas sim entender as concepções da mídia noticiosa e sua capacidade ou incapacidade de produzir efeitos na sociedade.

Os conceitos nascem nos Anos 30. O movimento começa na Alemanha com a massificação do rádio, que despertou a reflexão crítica sobre os efeitos da comunicação de massa, especialmente através de Theodor Adorno e Max Horkheimer, que definiram o conceito “Industria Cultural” e “Cultura de Massa” que reflete um tipo  de “cultura” elaborada para manipular e controlar a população.

No mesmo período, nos Estados Unidos, foi constituída a mass communication research, chamada também de Teoria Hipodérmica, ou ainda de Teoria da Bala Mágica, que entende o indivíduo como uma massa amorfa que responde de maneira uniforme aos estímulos recebidos.

massificação

“As coisas chegaram ao ponto em que a mentira soa como verdade e a verdade como mentira. Cada declaração, cada notícia, cada pensamento está preformado pelos centros da indústria cultural. O que não traz a marca familiar dessa preformação está, de antemão, destituído de credibilidade (…)”
(ADORNO, 1993, p. 94).  

Essas teorias desencadearam novos debates e então a questão dos efeitos da mídia sofre uma variação radical – da onipotência atribuída aos veículos de comunicação de massa à Teoria dos Efeitos Limitados, na qual se pretende praticamente, negar qualquer poder de influência sobre as pessoas do público, baseado na ideia de que a mensagem midiática passa por diversos filtros individuais de caráter social antes de ser absorvida pelo mesmo.

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Mensagem –> Líder –> Público –> Efeito

 

Na década de 70 surge a argumentação inicial da Teoria do Agendamento (Agenda Setting), que sempre partia, timidamente, da ressalva de que a mídia não teria nenhuma capacidade de influir sobre a opinião das pessoas, mas que haveria indícios de que poderia indicar os temas que deveriam ser levados em consideração, como relevantes na análise da realidade.

Portanto, só 30 anos após o pioneiro trabalho de Cohen é que a Teoria do Agendamento promoveu uma “virada pelo avesso” no seu paradigma, salientando que as mídias funcionam como agente modelador do conhecimento, influenciando diretamente no que as pessoas devem pensar e como devem pensar.
hipodérmica

“Na maior parte do tempo, [a imprensa] pode não ter êxito em dizer aos leitores como pensar, mas é espantosamente exitosa em dizer aos leitores sobre o que pensar” (Bernard Cohen , 1963, p. 13)

 

Todas as teorias revelam o quanto são complexas as relações dentro do processo de Comunicação Social.
A mídia é a principal ligação entre os acontecimentos do mundo e as pessoas. Portanto, é indiscutível que a mídia obtém o domínio da informação e pode exercer influência, pautadas em seus interesses ideológicos, políticos, econômicos, religiosos etc.

 

“Utilização da pequena desonestidade –  O poder da imprensa consiste em que todo indivíduo que para ela trabalha sente-se muito pouco comprometido e vinculado. Em geral ele diz sua opinião, mas ocasionalmente não a diz, para ser útil a seu partido, à política de seu país ou a si mesmo. Esses pequenos delitos da desonestidade, ou apenas da reticência desonesta, não são difíceis de suportar para o indivíduo, mas as suas consequências são extraordinárias, porque tais pequenos delitos são cometidos por muitos ao mesmo tempo. Cada um deles diz para si: ‘Com serviços tão diminutos vivo melhor, posso ganhar a vida; se recuso essas pequenas considerações, eu me torno impossível’. Como moralmente parece não importar escrever ou deixar de escrever uma linha a mais – talvez sem assinar, além disso -, alguém que possua dinheiro e influência pode transformar qualquer opinião em opinião pública. Quem sabe que a maioria das pessoas é fraca nas pequenas coisas, e deseja alcançar seus objetivos através delas, é sempre um indivíduo perigoso”.

Friedrich Nietzsche, em “Humano, Demasiado Humano”, 447.

Felicidade é…

Por Natália Gallego

Tirando “amor”, não tem palavra mais difícil de definir.

Algumas tentativas:

… “viver em paz e harmonia.” – Visão budista

… “a atividade da alma dirigida pela virtude.” – Aristóteles, filósofo grego (384–322 a.C.)

… “uma boa saúde e uma memória ruim.” – Ingrid Bergman¸ atriz sueca (1915-1982)

… “breve. Nunca chame um mortal de feliz até ver como ele baixou à sua tumba.” – Eurípedes, dramaturgo grego (480-406 a.C.)

… “um mistério como a religião. Não deveria nunca ser racionalizada.” – Gilbert Keith Chesterton, escritor inglês (1874-1936)

… “algo que não alcançaremos neste mundo, mas apenas após a salvação.” – Visão cristã

… “um estado imaginário, antes atribuído pelos vivos aos mortos, hoje geralmente atribuído pelos adultos às crianças e pelas crianças aos adultos.” – Thomas Szasz, psiquiatra húngaro (1920-)

… “um subproduto de alguma outra coisa que a gente está fazendo.” – Aldous Huxley, escritor inglês (1894-1963)

… “o caminho. Portanto, não existe caminho para a felicidade.” – Mahatma Gandhi, líder nacionalista indiano (1869-1948)

 

Afinal… a  felicidade está na perfeição? a felicidade está no caminho ou na chegada?
A tirinha abaixo, fará você refletir.

Arte de Eduardo Lages e roteiro de Caio Godoy.

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Quando jornalistas se rendem ao lado negro da força

Quando ainda era repórter esportivo, Fausto Silva entrevista Socrátes

Fausto Silva (na foto entrevistando Sócrates) foi repórter esportivo antes da fama

Por Vicente Lomonaco

Parece via de regra. O sujeito é um bom jornalista, destaca-se com opiniões contundentes em telejornais e de repente passa a apresentar programas de entretenimento ou aqueles bem sangrentos e sensacionalistas das tardes televisivas.

O fenômeno aparentemente atinge jornalistas esportivos com maior frequência. Fausto Silva foi repórter de campo de algumas rádios e da TV Cultura nos anos 70 e 80, depois passou a apresentar programas de auditório, primeiro com o “Perdidos na noite”, depois o “Domingão do Faustão”. Atrações essas que não podem ser consideradas jornalismo.

José Luiz Datena também começou no esporte e por lá perdurou durante décadas, até que em meados do ano 2000 mudou completamente de área e passou a apresentar programas policiais. A busca pelo ibope nessas atrações é tão grande que sobressai qualquer ética da profissão transformando esses “telejornais” em puro programa de entretenimento. Bordões como: “Me ajuda ai” e até mesmo computação gráfica que coloca helicópteros e carros de polícia dentro do estúdio colaboram com a afirmação.

Mas Datena não está sozinho. Reinaldo Gottino é outro que surgiu narrando façanhas esportivas, mas só alcançou sucesso contando histórias de assassinatos e roubos.

Outros exemplos também podem ser citados. Pedro Bial era um jornalista de marca maior. Apresentou telejornais na TV Globo, cobriu guerras e escreveu livros, mas desde 2000 apresenta o Big Brother Brasil, com crônicas enfadonhas mudou completamente o estilo e decepcionou aqueles que acompanhavam as reportagens dele.

Brito Júnior seguiu o mesmo exemplo, só que saiu dos telejornais da Globo para ir apresentar um programa matinal na Record e posteriormente o reality “A Fazenda”. A vaga dele no “Hoje em Dia” ficou com Celso Zucatelli que antes era editor chefe e apresentador do Jornal da Cultura.

Não cabe a ninguém julgar se foi certa ou errada essa mudança de lado desses apresentadores, mas que o jornalismo foi abandonado por eles, isso foi. O motivo talvez seja o lado financeiro, mas será que vale a pena colocar toda uma carreira em jogo por dinheiro?

Todos somos Comunicólogos

por Celisse Oliveira

Desde que decidi fazer a pós na Cásper, já tinha escolhido a disciplina Mídia e Poder, por ter um conteúdo que eu sempre achei interessante, sempre gostei de ler e estudar sobre o assunto, principalmente quando se trata de manipulação e espetacularização.

O conteúdo que foi levado para sala de aula sempre foi muito interessante, mas gostaria apenas de ressaltar uma questão, o que discutimos na disciplina são os poderes e complexidades da mídia, todos nós COMUNICÓLOGOS temos esse poder, todos nós podemos ou não manipular uma informação para o bem ou para o mal, mas em sala de aula, talvez por ser a minoria, os publicitários pareciam ser o mal da humanidade.

Na atual economia, todas as empresas precisam da Comunicação e TODAS as suas habilitações, portanto, acredito que essa rixa deveria parar, pois todos tem o mesmo diploma que é bacharel em Comunicação Social, e em todas as áreas tem profissionais bons e ruins, e manipular notícias é tão ruim quanto manipular informações de um produto para incentivar o consumo.

Quando uma colega da turma fez um comentário na apresentação do meu seminário, dizendo que estava com medo que não iríamos ser imparciais e que iríamos crucificar os produtores de conteúdo, me fez pensar que eu também queria que houvesse uma imparcialidade em relação aos publicitários, afinal, as 05 habilitações da Comunicação tem o mesmo poder de informar, espetacularizar ou manipular qualquer tipo de acontecimento.