Categoria: 1984/1SEM15

O Verão ficou mais quente em 2015

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Por Guilherme Almeida

Se o objetivo do Grupo Petrópolis era dar o que falar, ele e a Young & Rubicam conseguiram. Tendo valores corporativos como Respeito e Integridade, o Grupo, dono da marca Itaipava, tem dado o que falar no meio publicitário, nas mídias sociais e também no CONAR – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária. Com uma campanha estrelada pela dançarina e modelo Aline Riscado, a marca mostrou-se pouco preocupada com o excesso de apelo sexual e um machismo escancarado em sua comunicação. Mas por que machismo? Ter toda a comunicação com apelo sexual é um ponto; outro ponto é ter todo apelo sexual sempre caracterizado sobre a força do homem contra a mulher.

Um exemplo desta força? O comercial chamado “VERÃO – A Fila” (https://www.youtube.com/watch?v=OmCi4hzn33s), disponível na própria home do Grupo em http://www.grupopetropolis.com.br. Basicamente, ele mostra uma fila de homens se despedindo do Verão com abraços. O Verão, no caso, é a modelo.

Apesar ser um site confuso, no site do CONAR é possível ver uma decisão taxativa em março deste ano, por meio do relator Sérgio Pompílio que optou por arquivar as queixas. Aparentemente, a decisão é sobre as primeiras peças de lançamento da campanha. A explicação está abaixo:

“Consumidores de Cabo Frio (RJ), Curitiba (PR), São Paulo e Campinas (SP) enviaram e-mail ao Conar considerando desrespeitoso à figura feminina filme para TV da cerveja Itaipava. Eles aludiram ao trocadilho de sentido dúbio, apelo excessivo à sensualidAnuncio Praias - Itaipavaade e inadequação de horário para exibição do comercial. Mais denúncias chegaram depois de aberta a representação ética.

Anunciante e agência consideram o anúncio bem humorado e respeitador dos mandamentos previstos no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. O relator iniciou o seu voto lembrando que as regras éticas para a publicidade de bebidas alcoólicas de baixo teor recomendam que a sensualidade não constitua o principal conteúdo da mensagem e que modelos não sejam tratados como objetos sexuais. Ele não identificou no filme tratamento desrespeitoso à mulher. “Muito pelo contrário, os atributos femininos no caso são tratados de forma a ressaltar a beleza da protagonista de forma sutil, prevalecendo o bom humor no uso criativo do trocadilho ?Vera-Verão?”. Ele propôs o arquivamento, voto aceito por unanimidade.”

Passou o tempo e novas peças de comunicação surgiram, como estas abaixo. Me preocupa quando um Conselho absolve no lançamento de uma campanha, mas deixa de direcioná-la. Exemplo clássico são as peças abaixo. Agora, se isto não é tratar a Mulher como objeto sexual, fica difícil como seria. Na última semana, Dois anúncios causaram novos alvoroços: um que mostra a modelo segurando duas embalagens, uma da 300ml e outra de 350ml, deixando seus seios como a opção de 600ml e outro anúncio que aparece a modelo com a frase “20% casa, 30% comida, 50% roupa lavada”. O CONAR sugeriu a suspensão do primeiro, das ml, mas absolveu o segundo, indicando que se tratava de algo humorístico e não machista.

Seria leviano um julgamento da propaganda usada pelo Grupo Petrópolis, pois está relação de cerveja com mulher é algo histórico na propaganda. Principalmente na de bebidas alcóolicas. Mas e se fossemos analisar dois dos cinco valores corporativos do Grupo Petrópolis:  Respeito e Integridade (além de Comprometimento, Objetividade e Simplicidade e Empreendedorismo)?

Penso na mulher consumidora e penso na mulher colaboradora do Grupo Petrópolis.

Fonte:

http://f5.folha.uol.com.br/voceviu/2015/06/1645377-considerado-sensual-demais-cartaz-da-itaipava-com-aline-riscado-a-verao-e-suspenso.shtml
http://www.conar.org.br/

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Publicidade como prestação de serviço

Por: Marianna Abdo

É comum falarmos sobre o papel do jornalismo na prestação de serviço para a sociedade, mas nunca ouvimos falar sobre essa função ser também desempenhada pela publicidade. Afinal, a publicidade parece ter nascido para servir exclusivamente aos seus clientes, ou seja, as marcas.

Mas é justamente quando as agências precisam vender suas próprias marcas – seja para concorrer a um prêmio ou em busca de outras formas de exposição – que a história muda. Ainda bem.

Meus colegas de disciplina trouxeram em seus posts diversos exemplos de quando isso acontece. Compartilho mais um desenvolvido pela agência Saatchi & Saatchi que apresenta africanos que vivem na linha de pobreza, junto de itens de luxo. A campanha é da ONG holandesa Cordaid e faz parte do projeto “People is Need”. As peças comparam os valores de produtos considerados imprescindíveis para a sociedade do consumo, com os preços de produtos de necessidade básica. A diferença é gritante.

Abaixo algumas peças da campanha.

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Fonte: http://www.hypeness.com.br/2015/02/essa-campanha-vai-te-fazer-pensar-duas-vezes-na-sua-proxima-compra/?_ga=1.216063249.669870331.1434636440#

Fórmula de Eurico definitivamente não dá certo

Por Gustavo Fratini Gimenez

Eurico Miranda, atual presidente do Vasco, sempre deu declarações polêmicas em entrevistas coletivas.A mais impactante nessa última passagem em curso pelo clube, foi dizer que ninguém pode se manifestar diferente dele, e nem sequer pensar contrário a ele.

O presidente estava respondendo a uma declaração que o jogador Dagoberto havia dado, afirmando que o Vasco não lutaria pelo título do campeonato nacional em 2015.

A quem podemos associar essa atitude de Eurico: o personagem épico ,Big Brother, na obra distópica de George Orwell, que sempre estava de olho em tudo e em todos.

Eurico está pagando caro com esse jeito rígido e de Idade Média de dirigir um clube. O Vasco não joga bem, não consegue apresentar um futebol convincente nesse início de campeonato: Eurico tem, com toda certeza, responsabilidade nisso tudo.

Quando eu escrevi um texto, sobre o mesmo assunto, há mais ou menos 1 mês, coloquei em um dos parágrafos que a fórmula de Eurico poderia dar certo – mesmo acreditando que esse tipo de conduta não é nem de longe a melhor maneira de se comandar um clube. Mas não iria colocar em xeque, esperei para ver como que o Vasco se comportaria no Campeonato Brasileiro.

Pois bem, só que Eurico, nessa mesma entrevista que deixou claro a todos os funcionários do Vasco que quem pensasse diferente dele estaria desempregado no dia seguinte, se gabava por ter conquistado um campeonato regional, jogado às traças.

Não que o Brasileirão seja lá essas coisas, mas se compararmos com o campeonato carioca, veremos que o nível é muito acima e que para ganhar é preciso um time, uma diretoria, uma infraestrutura, que condizem com os tempos de hoje. Só reparar como o Cruzeiro conquistou o título em 2013 e 2014.

Onde está o Vasco hoje? O Vasco é vice-lanter no torneio nacional, com´ 3 pontos ganhos em 21 disputados. Tem a pior defesa do campeonato, com 12 gols tomados, e o pior ataque junto ao Joinville (lanterna), com pífios 2 gols marcados. Depois do último jogo contra o Cruzeiro em São Januário, o clube amargou a quarta derrota seguida Detalhe: o time ainda não ganhou nenhuma.

Podemos encontrar milhares de explicações para o Vasco estar onde está. Uma delas se deve ao fato da maneira como esse cidadão comanda o clube: com mãos de ferro, sem abertura para nada. Imagine você, jogador do Vasco, sempre com medo do Grande Irmão Eurico Miranda, sempre com medo de estar sendo vigiado e não poder pensar diferente do grande chefe. Você conseguiria jogar em paz?

É Eurico, os tempos estão mudados, não tem mais espaço para pessoas com dizeres tão absurdos quanto os seus. Nada contra o Vasco, mas que bom que o clube esteja nessa posição, só assim fica claro que Eurico Miranda não tem capacidade e não percebeu que os tempos mudaram.

Duas notícias para amar a evolução tecnológica

Por: Marianna Abdo

Vira e mexe surge alguém dizendo que as tecnologias vão acabar com as “coisas boas”: o bom jornalismo, os livros impressos e algumas formas de arte. Dizem que se as pessoas têm acesso a milhões de obras na internet não frequentarão mais museus ou livrarias. Dizem que a internet vai acabar com o jornalismo de qualidade. Dizem também que o excesso de informações disponíveis desinformam ao invés de exercer a função de informar. Alarmistas ou não, todas essas afirmações devem ser discutidas e avaliadas, mas é tão bom quando surge algo contrapondo esses discursos. Hoje, li duas notícias que mostram que a tecnologia pode estar ao nosso favor.

Uma delas, foi o anuncio do lançamento do News, aplicativo da Apple para leitura de sites e blogs com a perspectiva de uma revista. Mas a boa notícia não é a facilidade de leitura e sim a opção de receber notícias recomendadas conforme as preferências inseridas pelo usuário e seu histórico de leitura. É uma saída para filtrar o turbilhão de assuntos e acompanhar aquilo que realmente interessa. Além disso, ao usar os aparelhos de uma marca que tem milhões de fãs, o app pode ajudar a ampliar o número de leitores e aumentar o fluxo nos veículos de comunicação que têm visto suas audiências caírem.

Até mesmo as empresas jornalísticas receberam bem a novidade. O presidente-executivo do “The New York Times”, Mark Thompson, afirmou que a tecnologia é uma forma de levar o jornalismo a um número maior de pessoas e uma maneira de conhecer os hábitos de leitura de milhões de leitores.

A outra notícia que me animou veio do campo da fotografia. A foto da menina vietnamita nua fugindo da Guerra é tão famosa que nem preciso dar maiores detalhes para que a imagem surja em nossas mentes. Porém, o reconhecimento e repercussão da foto não foi tão imediata assim. Na época, a imagem registrada por Hy Cong Ut, conhecido como Nick Ut, levou horas para chegar ao escritório da AP Images e então passar pelos procedimentos que a levaram aos jornais. Essa semana, o fotógrafo voltou ao povoado de Trang Bang para registrar o mesmo local que foi cenário da guerra.

O registro, dessa vez, foi feito com um Iphone e as imagens logo estavam disponíveis no perfil do Instagram da AP Images e distribuído em uma velocidade inimaginável durante a Guerra do Vietnã. Ut, cujo irmão também fotógrafo morreu na Guerra em 1965, acredita que se essa instantaneidade fosse possível naquela época, o conflito teria tido outra ótica pela população e pelos políticos dos Estados Unidos.

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SAN FRANCISCO, CA - JUNE 08: Susan Prescott, Apple vice president of Product Management and Marketing, speaks during the Apple WWDC on June 8, 2015 in San Francisco, California. Apple annouced a new OS X, El Capitan, iOS 9 and Apple Music during the keynote at the annual developers conference that runs through June 12.   Justin Sullivan/Getty Images/AFP == FOR NEWSPAPERS, INTERNET, TELCOS & TELEVISION USE ONLY ==

SAN FRANCISCO, CA – JUNE 08: Susan Prescott, Apple vice president of Product Management and Marketing, speaks during the Apple WWDC on June 8, 2015 in San Francisco, California. Apple annouced a new OS X, El Capitan, iOS 9 and Apple Music during the keynote at the annual developers conference that runs through June 12. Justin Sullivan/Getty Images/AFP == FOR NEWSPAPERS, INTERNET, TELCOS & TELEVISION USE ONLY ==

Fontes:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/06/1640222-autor-de-foto-historica-da-guerra-retrata-vietna-com-smartphone.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/tec/2015/06/1639860-apple-lanca-news-aplicativo-para-ler-noticias-de-sites-e-blogs.shtml

A semana que fiquei sem religião e fui acusado de Cristofobia

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Por Guilherme Almeida

Pensei se escreveria sobre o assunto ou não. Pensei, pois nem em meu Facebook eu permiti que todos lessem o meu desabafo. Mas, entendo que este blog também é uma válvula de escape para muitos dos alunos. Uma chance de pensar alto e trocar ideias. Entendo também que esta é a nossa última aula juntos, pois já estou me formando e nos distanciaremos uns dos outros como a vida já proporciona normalmente.  Um dos grupos que vetei foi o da minha família. Não acho que minha própria família tem maturidade de ler minha opinião.

Antes de postar, pensei muito sobre aquilo de não discutir sobre “futebol, política e religião”. Mas pensei também sobre mídia, complexidade e poder. O tema desta matéria que cabe perfeitamente no tópico. Para começar, um amigo me alertou há um tempo de que eu estava me expondo muito com minhas opiniões nas mídias sociais, mas assim, como sou feliz de tê-las, pois logo mais nem isso teremos a chance. Pensei muito no: que privacidade é essa que eu vou conseguir se eu me calar diante do meu direito de ser eu mesmo, como LGBT e como alguém que se expõe conscientemente?

Não consigo mesmo. Sempre tratei minha sexualidade com muita naturalidade. Frequento lugares e vou à parada LGBT desde 2004. E sobre o acontecido da transexual crucificada, eu pensei em me calar. Eu sou o que sou e falo o que falo. Aceito todas as opiniões que me dão e gosto de debate. E acho que seria uma crueldade comigo se eu me calasse nesse conceito de “privacidade”. Tudo que eu li, vi e vivi nestes dias foi muito triste.

Sou católico. Fui batizado; catequizado; crismado; formado por dois cursos de batizado na igreja católica. Até a minha segunda ordem ou da de Deus, ninguém pode dizer que não sou católico. O que isso quer dizer? Que sim, posso, e devo expressar minha opinião sobre a “transexual crucificada”. Olho, olho de novo a foto e não consigo entender como ofendemos as pessoas com a imagem da transexual crucificada. O fato da comunidade LGBT usar a cruz é o problema? O problema é eu ser LGBT e católico? Pois se alguém falar que é pelo fato de uma transexual ter usado, daí vou entender menos ainda.

Achei lindo. Achei linda.

Não passo um dia sem rezar meu Pai Nosso e Ave Maria; adoro ir a Aparecida do Norte e conversar com meu Deus. Mas jamais acreditei em uma só palavra de qualquer homem ou mulher tente parafrasear o que Deus/Jesus/Maria disseram em algum momento. Portanto, o ponto não é afrontarmos as religiões, mas aos homens que a representam e tentam conduzí-las por meio de suas convicções.

Cresci frequentando uma igreja que tinha Cristo pregado na cruz, todo ensanguentado. Fica lá no altar. Vários católicos têm a imagem em suas casas, carteiras, facebook. Se nunca viu, nunca foi a um casamento. No casamento, você celebra sua felicidade vendo Cristo lá. Com toda a minha dignidade e sinceridade, acredito que a cruz foi usada para o que ela sempre representou: a dor. Não interessa qual a dor. Até li o post comparando a cruz a uma arma. Alguém discorda?

A impressão que eu tenho é que, além de tirarem o meu direito de minha condição social, querem me tirar o direito de ter a minha religião.  Não vi ofensa. Vocês não sabem o que é ser ofendido. Para mim, ofender é chutar imagem de santo; urinar em Nossa Senhora; falar que candomblé e umbanda são coisas do demônio ou fazer alusões agressivas com magia negra.

Eu acho que respeitamos até demais. Mas eu respeito porque tenho tolerância, tenho educação e sem interpretar mensagens. Consegui sentir a mensagem que a transexual pensou em passar. E que garanto: ela deve sofrer bem mais do que eu ou você, LGBT ou heterossexual.  Para mim, o recado foi dado do jeito que deveria ser dado. Agora, a transexual está pagando o preço por toda a comunidade gay.

E, pela primeira vez, senti uma exclusão social por ser quem eu sou e por não ter o direito de acreditar no que acredito. Talvez, o recado dela também foi para que eu abrisse meus olhos e visse que eu e ela estamos no mesmo complexo e apagado balaio.

E olha: nunca tente entender essa minha dor. Não adianta seu irmão ser gay; sua mãe ser lésbica; seu melhor amigo ser travesti; você nunca vai entender.

Heroína.

Nosso ligeiro, modo de pensar

por Mirtes Anjos de Lima

Informação rápida, as vezes inconsistente e na maior velocidade possível. Sim, a fluidez está cada vez mais inserida nos campos da comunicação.

O livro “Os sete saberes necessários à educação do futuro” de Edgar Morin, foi a base para desenvolver uma compreensão sobre a “Pertinência do conhecimento” e levantar a real necessidade que temos em estar “por dentro” de todos os assuntos. Será que o saber consiste e se resume em “estar por dentro”?

A realidade mostra o quanto é imposto de modo agressivo, a importância em ter as “faculdades” do conhecimento. A cobrança em obter um sistema de aprendizado formal, sem aberturas ou flexibilidades e resultar em resposta a todo esse “investimento”.

De acordo François Recanati, o caminho é investir no “processo não modular de interpretação que mobiliza a inteligência geral”.

É notável que a imposição do conhecimento, acontece também de modo sutil, descartando fatores básicos como o contexto, o todo, a complexidade e o multidimensional. “O complexo é a união entre a unidade e multiplicidade”, frase do livro que chama atenção, principalmente se observarmos os fatores que estão relacionados: econômico, político, sociológico, psicológico, afetivo, e mitológico.

InformaçõesCondições desconsideradas e que colaboram para “A falsa racionalidade” também citada na obra de Morin. Situação vivida cotidianamente por nós, nos processos organizações, nas redes e demais esferas. Consiste em um pensamento tecnocrático, relacionado a máquinas artificiais, incapaz de compreender o humano e as relações.

Vivemos isso e exemplos não nos faltam!

Na apresentação do seminário da disciplina de Mídia, Complexidade e Poder, me deparei com essa teoria na prática. A formalidade empresarial, tentou se sobressair o meu comprometimento em grupo. E para confrontar essa tecnicidade invasiva, foi necessário atravessar quilômetros de distancia e me aventurar ao impossível, apenas para ter um pessoal exame de consciência.

Noam Chomsky: “Problemas do Conhecimento e da Liberdade”

por Marina Neto

Este livro é baseado em palestras que Chomsky realizou em homenagem a Bertrand Russell* no Trinity College, em Cambridge, no ano de 1971. Ele escreveu na introdução: “Existe um fio condutor de estudos variados de Russell, que aborda todas as questões de interesse humano vital”? Existe, em particular, uma ligação entre suas convicções políticas e filosóficas? Talvez, no entanto, podem-se discernir alguns elementos comuns no esforço de Russell para descobrir as condições do conhecimento humano e as condições da liberdade e compreensão humana. Porém um ponto particular deve ser destacado… a “concepção humanista” do homem da natureza e o potencial criativo que Bertrand elabora como ele se coloca em uma tradição de promessa inalterada a estudos da compreensão sobre o futuro”.

Ele ressalta na obra que “definir a verdadeira concepção de compreensão é, provavelmente, um evento muito raro. A dificuldade de dar uma definição verbal de conceitos comuns é bem conhecida. O que geralmente chamamos “definições verbais” é mera sugestão que pode ser interpretada corretamente por alguém que já controla uma rica teoria, altamente articulada na linguagem e pelo mundo… Em condições normais aprendemos palavras por uma exposição limitada à sua utilização” (Pág. 16).

Chomsky observa, “há aparentemente princípios profundamente bastante abstratos que determinarão a forma e interpretação de ver e entender a nossa realidade” (Pág. 43).

Este livro relativamente curto fornece uma visão relativamente “acessível” de ideias de Chomsky da compreensão como um saber e pode ser útil como uma introdução para estudos iniciantes do assunto.

Articulado por Maria Kostakidis, este evento especial apresenta Noam Chomsky respondendo a perguntas escritas pelo público sobre sua obra “Problemas do Conhecimento e da Liberdade”, incluindo a linguística, política global, direitos humanos, respostas às mudanças climáticas, a natureza da democracia e entre outras questões.

 * Russell foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram no século XX.*