Japão Antirrelacionamento

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Por Simone Dantas Miranda

A terceira maior economia do mundo, o Japão, vive um decréscimo de população. Anualmente a população diminui e a razão pode ser o desinteresse por relacionamentos. Segundo o levantamento do Instituto Nacional de População e Pesquisa da Segurança Social do Japão, 61% dos homens solteiros e 49% de mulheres entre 18 e 34 anos não mantêm relações íntimas. Mesmo os japoneses casados, de acordo com a pesquisa, sequer sentem atração sexual. Metade dos homens não fazem e sexo e a grande justificativa é que há atividades mais interessantes. É um paradoxo já que o Japão é o maior produtor de pornografia do mundo.

No país onde “morrer de trabalhar” não é força de expressão, ainda mais após a crise econômica que assolou o Japão na década de 1990, o trabalho pode ser uma motivação forte para que os relacionamentos sejam evitados. O governo japonês chegou a reconhecer em 2015 que 93 casos de excesso de trabalho contribuíram para suicídios e tentativas de suicídio e em outros 96 casos, trabalhadores tiveram mortes por ataques cardíacos, derrames, dentre outras doenças motivadas pelo excesso de trabalho.

Outro fator que contribui para desinteresse pelas relações sociais é o consumo de tecnologia. Os jovens investem o tempo e a atenção nos videogames, aplicativos de celulares e sites da internet. Por ser um país rico em que a população tem acesso a diversos produtos, fica mais fácil trocar os relacionamentos reais por virtuais. Há quem pague caro para conseguir o contato pessoal. Sites japoneses alugam companhia àqueles que já não sabem mais se relacionar com pessoas de outro sexo. O interessado escolhe e pago pelo serviço que inclui andar de mãos dadas e passear pela cidade por duas horas. Sem contato físico, o serviço é como uma consultoria para quem não sabe lidar com relacionamentos.

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  1. Silvio Luiz

    É uma sociedade bem sui generis a do Japão. Não sei se o comportamento deles se replicará em outros países, mas é possível sim. Vejo isso acontecendo infelizmente. Cada vez mais somos zumbis.

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