Estereótipos e a Espiral do Silêncio

Aprende-a-ficar-calado
Por Simone Dantas Miranda

Quantas vezes por dia não repensamos atitudes, não fingimos ou não nos calamos para evitar uma discussão ou, principalmente, o medo do ridículo? Fato é que a diferença gera desconforto. E ingenuamente seguimos lutando para nos adequarmos a um grupo, ser o que os outros querem, nos encaixarmos em estereótipos, modelos predeterminados que nos confortam, nos são acolhedores.

Assim, nos mantemos inconscientes para a vida além do modelo que fizemos de lar. Além disso, falar o que pensa é muita responsabilidade. Quando não assumimos um estereótipo, podemos gerar conflitos e dificuldades que nos prejudicam na convivência social. É mais fácil não encarar o medo de se expressar. Há também o orgulho e até a preguiça de se esforçar em pensar por si, criar sua própria verdade e realidade.

Criar estereótipos é uma maneira de silenciar multidões e foi isso que a socióloga alemã Elisabeth Noelle-Neumann estudou. A sua teoria da Espiral do Silêncio vai além, ela fala do impacto da opinião pública na opinião dos indivíduos. Para ela, os indivíduos tendem a omitir sua opinião quando são conflitantes com a opinião dominante por medo do isolamento. É quando, como falamos no início deste texto, repensamos, fingimos ou nos calamos. Existe, segundo a teoria, uma tendência progressiva ao silêncio, o que seria a espiral. A pesquisadora se dedicou a esse estudo porque existe um ônus social quando o silêncio domina, tal qual quando os estereótipos se formam.

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