A complexidade na defesa das águas na Represa Billings

Por Sheyla Melo

Em 2012 o decreto do prefeito Gilberto Kassab determina as desapropriações de imóveis particular no Distrito de Pedreira, zona sul da capital, para a implantação do Parque dos Búfalos, c​ontidos na área de aproximadamente 995 mil m², o mesmo decreto foi revogado em 2013 pelo Prefeito Haddad, assim foi permitido a construção do residencial com a licença da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

Em 2014 a cidade passa por uma crise hídrica devido ao esgotamento das reservas de água da cidade, abastecida pelas represas Cantareira, Guarapiranga e Billings, que atendem cerca de 20 milhões de pessoas da região Metropolitana.

Neste mesmo ano intensifica a movimentação em pró do Parque dos Búfalos e pressão  popular fazem a ​suspensão das obras em dezembro de 2014 pelo juiz Kenichi Koyama, mas em outubro de 2015 as obras iniciaram pela construtora ​EMCCAMP que ​teve aprovação para a obra que atenderá uma média de 14 mil moradores.

Em 2015 Gilberto Natalini (PV) que era vereador na Frente Parlamentar pela Sustentabilidade declarou que os governos não estão preocupados com a crise da hídrica que ocorre pelo adensamento na beira de represa, justamente no momento que precisa proteger e não deixar ocupar o pouco que temos de beira de represa.

O projeto garante preservar a área de manancial, segundo André Del Nero diretor comercial da construtora afirma na CPI de compensação ambiental em outubro de 2016 que as áreas estão preservadas, as nascentes tem área tem 50m de recuo e estão sendo feito a compensação de 1 árvore a cada 6m².

2017-06-05
Imagem da EMCCAMP – out/2016

Atualmente Natalini é Secretário do Verde e do Meio Ambiente e ​na terça-feira (30/5), participou da audiência pública da comissão extraordinária permanente de meio ambiente, na Câmara Municipal de São Paulo, afirmando que a moradia é uma necessidade muito grande e a crise econômica piora muito mais a situação e as áreas mais frágeis são ocupadas “agora ocupando área de manancial, você está ajudando a destruir a água que você precisa para beber, para viver”.

Como a água é um bem para todos seu cuidado precisa ser um plano de estado, uma politica de estado e não de governo que a cada gestão vai se modificando.

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