72.851.200/7.212.268.800

Márcio Tadeu da Silva

A Oxfam Internacional, ONG que busca soluções para a pobreza e injustiça mundial, publicou um relatório atestando que 1% da população (72.851.200 pessoas) detém a riqueza equivalente aos outros 99% (7.212.268.800 pessoas).

Ainda mais impressionante é saber que 62 pessoas acumulam capital equivalente ao dos 50% mais pobres, ou seja, menos que 0,00000001% dos habitantes deste planeta são mais abastados que a soma de 3.642.560.000 seres humanos.

Como ser imparcial ao veicular esse tipo de notícia na mídia?

A pretensa imparcialidade e neutralidade no campo do Jornalismo possui o mesmo espectro que ainda ronda as chamadas ciências exatas e que fornece uma visão matemática do mundo, inclusive para outras ciências. Algo que foi construído desde a época do velho Auguste Comte, mas que teve em Descartes as origens na análise das partes para se juntar ao todo e assim ver o conjunto.

Ser cientista parece ainda não prescindir do jaleco branco e tubos de ensaio e, as ciências humanas, principalmente as sociais, parecem carecem de credibilidade em suas pesquisas por não fornecerem dados exatos de causa e efeito e sim o entendimento dos processos e possíveis soluções a serem construídas coletivamente.

Do que vale uma ciência, se não fornecer subsídios para a construção de um mundo mais justo socialmente?

desigualdade-social

Paraisópolis, São Paulo – típica paisagem mundial

Isso parece passar longe de ser verdade quando se obtém informações (infelizmente, aparentemente subestimadas) da desigualdade social planetária. Essas diferenças são apenas números, mas falamos de indivíduos da espécie homo sapiens, cada uma com sua vida e teias que envolvem outras vidas.

Historicamente, a queda do Muro de Berlim representou o início do século XXI. Nos prometeram um mundo melhor com a adesão mundial ao capitalismo de modelo democrático, mas o que se viu nesses tempos globalizados foi apenas a acentuação das diferenças, principalmente de riqueza. O capitalismo não era a solução para a pobreza mundial.

Ver com os pés no chão as mazelas da contemporaneidade pode ser uma das formas para se construir uma visão otimista pouco inocente. Uma utopia com paradas reais qualitativamente superiores e menos injustas, nos permitindo ir além dos sonhos, que parecem ser sempre um ótimo começo.

Um grande amigo e professor disse uma vez: seja uma pessoa melhor e desta forma estará colaborando para que se construa uma sociedade melhor.

E agora, para onde vamos? Comece refazendo os cálculos, pois a nave não para de girar:

1% vs 99%

0,00000001% vs 50%

RELÓGIO POPULACIONAL: http://www.apolo11.com/populacao.php

E ouvir música, é sempre bom para relaxar 😉

 

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Um Comentário

  1. Guilherme de Moraes

    Baita texto, Márcio! O mais assustador é ouvir discursos exaltados de pessoas vindas dos 99% defendendo o direito dos 1% de acumularem suas riquezas. É o discurso do opressor na boca do oprimido, a vitória do status quo. Sempre muito importante refletirmos o quanto que somos mastigados por um sistema desigual.

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