Justiceiros do bem!

Por Aryelle Bastos Oliveira

Estou cheia de colecionar recortes de jornal com casos de moradores que decidem fazer a justiça valer com suas próprias mãos. “Justiceiros” (será?) que levam a “ordem e progresso” (uhm, acho que não) para as ruas, acreditando que as autoridades não fazem nada.

Será mesmo que desejamos isso? O termo certo para se usar seria mesmo justiça com as próprias mãos? Pessoas representando o estado policialesco?

“Bandido bom é bandido morto” ou “direitos humanos para humanos direitos”, não sei.

Tenho medo, a violência e a morte caminha muito próximo daqueles que sejam a paz. Diariamente temos Datena e Marcelo Rezende para falar sobre a violência das ruas e nos incitando a sublimar nossa violência vendo a cabeça do bandido debaixo do coturno da PM.

A partir do momento em que uma jornalista (estupidamente) diz que devemos sim fazer “justiça com as próprias mãos”, o povo vai para as ruas decido a punir todos os que não andam na linha, ou não são de bem, não são trabalhadores obedientes, que pegam duas horas de lotação na volta pra suas humildes casa. Defendo até o fim da liberdade de expressão, na minha opinião, Sherazade que diga o que quiser dizer; o que me assusta mesmo é o povo ser tão manipulável, tão facilmente levado a atos de tal violência. Deixa ela falar o que quiser, meu receio são as pessoas que escutam e aprovam.

“Fazer justiça com as próprias mãos” não é um problema, eu acho! Precisamos arrancar o poder distante e cego da justiça. Nunca temos a justiça do nosso lado: burocrática e tendenciosa ela sempre beneficiou aqueles no poder; que não por acaso são os que fazem as leis.

Acredito na desjudicialização, na justiça com as próprias mãos, mas não acredito que casos como da “moça do Guarujá” e do “garoto do Rio”, parece até que não possuem nomes. Estes casos não são e nunca serão bons exemplos do que estou dizendo. Não devemos fazer justiça como o Estado faz, prendendo, matando, oprimindo, aterrorizando, torturando. Justiça não é assassinato (o Estado que mata é justo?). Se formos agir, que seja pela vida, que seja para potencializar a vida e não para gerar ainda mais terror e morte.

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